18/04/22

Os motores são todos iguais, diz Tombazis

Apesar de Toto Wolff ter dito que a unidade de potência da Mercedes está 14 cavalos à frente da Mercedes, o chefe de assuntos técnicos de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, declarou que o desempenho das UPs no grid atual está relativamente uniforme após a introdução do congelamento.

O congelamento do motor é uma das muitas alterações feitas no regulamento técnico desta temporada, com uma mistura de combustível E10 – composta de 90% de combustíveis fósseis e 10% de etanol ‘sustentável’. O principal objetivo é tornar o automobilismo neutro em carbono até 2030, e outra parte desse plano é interromper o desenvolvimento das UPs atuais.

O desenvolvimento do ICE (motor de combustão interna) já foi suspenso até o final de 2025 e os componentes elétricos também terão um congelamento imposto a meio em setembro de 2022.

A UP da Ferrari e a unidade de potência Red Bull fabricada pela Honda parecem especialmente fortes até agora nesta temporada. Os Red Bulls foram cerca de 11 km/h mais rápidos que a Mercedes nas retas na Arábia Saudita, enquanto a Ferrari foi apontada como a terceira mais rápida nas seções planas à frente dos carros Alpine movidos pela Renault.

Boa parte desses défices se relacionam diretamente com o acerto dos carros. A Ferrari executou uma configuração de downforce significativamente maior em Jeddah, enquanto falhas fundamentais no chassi e no assoalho da Mercedes são o que está prejudicando o desempenho.

Tombazis calcula que todos os fabricantes do grid estão operando aproximadamente no mesmo nível.

“Nenhum dos quatro fabricantes tem problemas no momento, o desempenho é semelhante”, afirmou ele ao La Gazzetta dello Sport.

Ele confirmou que há um subsídio a qualquer fabricante que esteja lutando pela confiabilidade.

“Quando discutimos a introdução do congelamento, determinamos que, se alguém estivesse em dificuldade, todos se envolveriam de boa-fé para discutir como resolver o problema, talvez permitindo algum desenvolvimento. Não há interesse em condenar alguém a ser deixado para trás por quatro anos”, acrescentou.

Congelar desenvolvimentos em qualquer componente por um longo período de tempo é incomum, mas Tombazis reitera a responsabilidade ecológica que a F1 tem.

“Não é o ideal congelar os motores por muito tempo, mas tivemos que fazer isso porque seria insustentável para os fabricantes desenvolverem essas unidades e as novas que serão lançadas em 2026”, explicou.

Informações do www.autoracing.com.br