20/09/18

O uso de bandeiras azuis divide opiniões

As bandeiras azuis durante as corridas da F1 dividem opiniões. Se por um lado permitem que os líderes não sejam importunados, por outro atrapalham a vida dos retardatários, que por vezes são apanhados no meio de uma disputa. O site autosport.pt/formula 1 lembra que no GP de Singapura foram várias as queixas no rádio de pilotos que não conseguiam passar retardatários. O caso mais comentado foi o de Grosjean, que demorou muito a sair da frente de Hamilton, por estar em luta com Sirotkin, o que permitiu a aproximação de Verstappen. O francês foi punido e Charlie Whiting pediu desculpas ao líder do campeonato.  Bottas também ficou “entalado” atrás de Hulkenberg, não conseguindo alcançar à traseira do Renault o suficiente para que as bandeiras azuis fossem mostradas.

Toto Wolff, que viu os seus pilotos serem prejudicados, comentou a situação:

“Num primeiro momento, obviamente, ficamos chateados por termos perdido a diferença. Mas temos de aceitar que eles lutam  por posições e tentam fazer o melhor para a sua corrida. E nós temos que respeitar isso. Eu acho que os pilotos precisam discutir isso entre si – se os líderes chegarem, e estiverem próximos, talvez devam ter uma perspectiva mais global sobre o que acontece atrás deles. Num carro de corrida, às vezes, não se sabe o que acontece e se vê o líder chegar, enquanto se luta por uma posição. Temos  respeitar a luta de todos.”

Quanto às reclamações de Bottas, Wolff acredita que a diferença de 1,2s, necessária para desencadear bandeiras azuis, deve ser analisada.

“Ele [Bottas] estava chateado porque não podia chegar a Hulkenberg. Kimi teve menos dificuldade, mas quando olhamos para o Daniel, que estava com pneus ultramacios novos, provavelmente dois segundos mais rápido que Kimi, ele não o conseguiu ultrapassar também. Acho que é algo que temos de avaliar, se o intervalo de 1.2s, é ajustado para os circuitos de rua. Mas é uma regra e nós temos que respeitar.”