A Pirelli admite que a pista Montreal, local do próximo GP da F1, que com velocidades médias altas, condições climáticas variáveis e superfície de baixa aderência, será um grande desafio para os pneus. Uma das dificuldades a serem enfrentadas é o asfalto extremamente inconsistente, com diferentes superfícies, que exigem níveis variáveis de aderência. A função do composto do pneu é suavizar as diferenças e oferecer o nível de aderência possível.
Segundo a fábrica, tração e frenagem são os principais pontos que afetam os pneus em Montreal e o aumento do torque, com redução da downforce, dos carros de 2014, tornam a pista ainda mais difícil. O maior risco é a perda de tração, no atrito dos pneus com o piso superaquecido. Embora o comportamento dos freios neste ano seja diferente, devido ao novo sistema de fios, o calor dos freios pode aquecer os pneus.
Em Montreal, os carros são acertados para correr com baixa aderência, para maximizar a velocidade nas retas, que pode chegar a 300 km/h. Com menos aderência aerodinâmica nas curvas, os carros deslizam mais e são mais dependentes da aderência mecânica proporcionada pelos compostos dos pneus para contornar a curva.
Para a corrida de domingo, a Pirelli escolheu os pneus Amarelos macios e os Vermelhos supermacios. Segundo a fábrica, o pneu supermacio é capaz de atingir um ótimo desempenho, mesmo em baixas temperaturas, enquanto o pneu macio é um composto adequado para temperaturas mais altas e condições de pistas mais extenuantes.
Pirelli disposta a fabricar pneus maiores
Recentemente, Felipe Massa sugeriu que se devia estudar a introdução na F1 de pneus mais largos, com menos downforce, a fim de permitir que os carros possam se seguir mais e perto.
A Pirelli diz-se aberta à ideia de reequilibrar a aderência mecânica e aerodinâmica, com esses pneus maiores. Paul Hembrey, diretor da Pirelli Motorsport, disse que a fábrica tinha estudado a oferta desses pneus para a atual temporada, mas as equipes foram contra;
“Essa foi uma das coisas que discutimos no ano passado, quando vimos pela primeira vez as novas regras; com menos aero, íamos dar pneus mais largos”, disse, acrescentando que, na época, as equipes não acharam necessário e quiseram que as dimensões fossem mantidas.
“Mas nos sempre dissemos que vamos fazer o que o esporte quiser. Se eles querem que a gente vá até os velhos pneus super-largos, vamos fazer isso; 15 polegadas, 20 polegadas, digam o que querem e vamos fazer, mas é preciso decidir o que querem”, desafiou.
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