17/06/16

Massa teve problema para aquecer pneus

massa em bakuEnquanto Valtteri Bottas teve um dia confortável, com boas colocações nos dois treinos  em Baku, seu companheiro de equipe, Felipe Massa foi o oposto. O brasileiro, como vários outros pilotos, como Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, não conseguiu se entender com os pneus e teve dificuldades para aquecê-los.
“Foi um dia muito difícil para mim. Eu lutei para aquecer os pneus. Eu nunca tive esse problema durante toda a temporada. Eu não entendo por que, mas nesta tarde vamos ter que verificar as configurações e dados. Simplesmente não poderia conduzir o carro do jeito que eu queria, porque os pneus não estavam no seu formato de operação correto.

Todas as vezes que saía para a pista, tinha grandes dificuldades. Todos os outros pilotos estavam aprendendo muito e melhorando em todos os sentidos a cada volta, mas eu não conseguia”, diz ele.
Massa acha que a equipe terá grande trabalho para resolver os problemas verificados nesta sexta-feira, mas acredita que poderá ser competivo amanhã e ficar entre os top 10.
“Há muito trabalho a fazer até amanhã, tenho certeza que todo mundo vai rever e fazer as mudanças necessárias. Eu vou ser competitivo. Eu amei esta pista e acho que vou amar mesmo quando o carro funcionar perfeitamente”, concluiu.

•         Felipe Nasr nãoficou muito preocupado com as penúltima e última colocaçções nos dois treinos  de estreia em Baku, porque usou o motor de treinoe  não o de corrida, que vai usar amanhã. “Como rodei com meu motor de treino, devo ganhar um pouco mais de ritmo amanhã, principalmente nas retas. O desenho da pista é muito bom, permite bastante velocidade e estou confiante em que a folha de tempos vai melhorar amanhã”, afirmou otimista o piloto brasileiro da Sauber.

•         Lewis Hamilton andou passando bem rente aos mutos, mas parece ter-se adaptado bem à pista de Baku. “Este circuito é um desafio, porque se pode atingir uma velocidade séria nessas primeiras curvas e parece que a gente está dirigindo diretamente contra o muro.É uma mistura de Canadá, Mônaco e Valência. Essa parte não é boa. É Sochi. É um grande desafio, mas eu me senti bem lá. Eu tinha somente oito voltas no simulador. O simulador é bom para saber como chegar nas curvas, mas no mundo real a gente tem que aprender novamente. Não há outro benefcio, além de se saber quando vem uma curva. O pit lane é incrivelmente rápido, mas o circuito é muito mais. É um desafio, especialmente nas freadas”, analisou Hamilton. Na sua linguagem meio desabrida, Hamilton disse que Baku é um circuito para que tem “colhão” (big balls).

•         Para Nico Rosberg, o circuito urbano de Baku é agradável e ele diz ter gostado muito da solução encontrada para as  curvas 8 e 9. O alemão acha que a FIA fez um grande trabalho nesse circuito, mas  ressalva que há dois ou três lugares que são um pouco perigosos. “É um bom circuito, eles fizeram um bom trabalho. Foi assim na área do castelo. É bonito. Há, porém,  dois ou três lugares que eu acho que muito perigosos, por exemplo, a entrada para o pit lane, que é muito rápido”, disse Rosberg. O piloto confirmou que teve problema com o motor, porque a hélice era muito velha e, mais cedo ou mais tarde deveria ser trocada, devido à alta quilometragem que foi submetida. “O motor parou de funcionar bem e aconselharam-me a parar porque era possível estourar. É um motor muito antigo e não há problema”, explicou.

•         Daniel Ricciardo explicou o seu acidente durante a sessão de treinos da manhã, ao entrar com muita velocidade na curva 15 e foi de encontro à barreira: “Eu não atrasei a freada, mas acho que tirei os freios muito rápido e entrei com muita velocidade em toda a curva. Mesmo no ápice eu não achei que houvesse um problema e, então, eu percebi que eu tinha entrado com  muita velocidade, perdi a traseira e tive uma séria de prejuízos. Uma nota positiva é que os caras fizeram um trabalho muito legal para eu chegar a tempo para o TL2 e participar de toda a sessão. Um grande obrigado por isso.”

•         Jenson Button disse que a Fórmula 1 deu um passo atrás na questão de segurança em Baku. Ele apontou uma séria de áreas perigosas, como as poucas zonas de escape e  a entrada para os boxes: “É como dar um passo para trás e eu não sei por quê. Talvez a intenção tenha sido correr no sentido contrário. É uma pena, porque a pista parece ser boa, o circuito está em boas condições e a disposição me agrada. Há trechos que podem ser, realmente, emocionantes para nós pilotos. Eles devem, apenas, verificar alguns pontos. Algumas curvas me preocupam. Nós trabalhamos duro para melhorar a segurança e você vem aqui e encontra curvas sem qualquer saída, como as curvas 3, 7 e 14. A curva 7 tem três barreiras de plástico e depois um muro de concreto. A segurança deste circuito, infelizmente, realmente incomoda”.

A Pirelli continuará como fornecedora exclusiva de pneus para o Campeonato Mundial da F1 por mais três anos, além da atual temporada.  A fabricante de pneus italiana e a FIA renovaram o atual contrato atual, que se estenderá, agora, de  2017 a 2019.

O acordo foi concluído durante o inverno, durante o qual a FIA e Pirelli – em colaboração com as equipes – concordaram em mudanças importantes para os regulamentos técnicos. A partir de 2017, haverá novas regulamentações técnicas, incluindo mudanças significativas para a carroceria e pneus mais largos. Para se preparar para essas grandes mudanças, a Pirelli reforçou a necessidade de modificar os regulamentos desportivos sobre testes de pneus e a modificação resultante significa que os seguintes testes de pneus podem acontecer neste ano:

1. Os testes com carros com especificação de 2012, 2013 ou 2014, usando pneus no tamanho atual, mas com elementos de protótipos (nas construções ou compostos) para se preparar para 2017.

2. Um total de 25 dias de testes com carros de 2015 modificados, usando pneus protótipos de 2017, tamanhos 305 / 670-13, na frente, e 405 / 670-13 na traseira (para pneus slick).