30/11/18

Horner diz que à Red Bull faltaram só 50cv

Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull,  acredita que a temporada de 2018 poderia ter sido “bem diferente” se os seus carros tivessem 50 cavalos de potência a mais. Por isso, a Red Bull vai mudar para os motores Honda no ano que vem. Vai em busca de potência e de confiabilidade para lutar pelo campeonato mundial pela primeira vez na era V6 turbo-híbrida.

Indagado pelo Motorsport.com sobre quanto a Red Bull precisa da Honda para ter sua forma do final de 2018 na próxima temporada, Horner disse: “é sempre fácil dizer ‘se, mas e talvez, mas se tivéssemos mais 40kw [aproximadamente 53cv] no carro, a temporada poderia ter sido bem diferente”.

“Tiremos o chapéu para todos em Milton Keynes por produzirem um dos nossos melhores chassis da história. Quando você olha para os outros que usam o mesmo motor há um mundo de diferença.”

A Red Bull usou o motor de última geração da Renault nas últimas corridas da temporada, mas Horner reconheceu que o motor de última geração da Honda, introduzido nos últimos GPs da temporada, havia levantado o fabricante japonês na hierarquia da F1.

Perguntado sobre o que aconteceria se a temporada de 2019 começasse com os quatro fabricantes de motores – Mercedes, Ferrari, Renault e Honda – no nível de desempenho que terminaram em 2018, Horner respondeu: “nós certamente estaríamos muito mais próximos”.

A Honda terminou a temporada em baixa, com Pierre Gasly sofrendo problemas mecânicos na classificação e na corrida. O abandono de Gasly foi causado por um vazamento de óleo, mas o primeiro abandono causado por um motor, desde a abertura da temporada na Austrália, provavelmente foi ocasionado pela Honda ter andado com um MGU-H de 2017.

Horner disse não estar preocupado com os problemas da Honda em Abu Dhabi porque “a trajetória está indo no caminho certo”.

Ele sugeriu que os múltiplos contratempos que a Red Bull sofreu com a Renault significam que a Honda não precisa de confiabilidade perfeita para ser uma melhoria.

“Confiabilidade não é algo que tivemos. Tivemos 11 ou 12 abandonos neste ano. Esse é o nosso maior calcanhar de Aquiles. Se conseguirmos ter a potência e a confiabilidade das equipes grandes… Lewis Hamilton teve um abandono neste ano, da mesma forma Sebastian Vettel. Essa é a média que temos que alcançar”, concluiu Christian Horner.