Norbert Haug, que sabe muita coisa sobre Lewis Hamilton e Nico Rosberg avalia que a disputa entre os dois, desde o início da adolescência no karting até o centro do mundo da Fórmula 1, é material com que nenhum diretor Hollywood jamais poderia sonhar.
Por 22 anos, Haug foi chefe da Mercedes-Benz Motorsport até deixar o cargo em 2012. Durante esse período, ele projetou o retorno da fabrica à Fórmula 1, em 1993, com a Sauber, após uma ausência de quatro décadas.
Haug foi fundamental nas carreiras de Hamilton e Rosberg, ambos apoiados pela estrela de três pontas até a Fórmula 1, onde se tornaram campeões mundiais.
Falando na Servus TV, Haug disse: “Eles eram rivais no kart e mais tarde os dois dirigiram na Fórmula 1 pelo título mundial e você não acreditaria se fosse um filme de Hollywood.”
Haug acha que o chefe da equipe perfeita precisa estabelecer limites, ele tem que dizer ao piloto quais são os limites. Na Mercedes, a “guerra civil” entre Hamilton e Rosberg teve que ser administrada por Toto Wolff, cujos nervos foram testados ao máximo pela equipe em geral. De acordo com as pessoas de dentro, às vezes o ambiente era “tóxico” na garagem, enquanto os pilotos, brigando, se ignoravam.
No caso dos chefes de automobilismo, Haug deu a visão do piloto:
“Se você não entrar na mente da pessoa com quem está falando, pode dizer o que quiser. Não será ouvido. O chefe que pensa ter um piloto sob controle remoto nunca terá um campeão mundial em sua equipe. Tem de manter as rédeas soltas e desafiar a pessoa para a recuperação da fome de sucesso. A equipe também terá de ser capaz de definir os limites; como tratar uns aos outros e como atuar como um membro da equipe. Essa não é uma tarefa difícil com um piloto inteligente. É mais complicado construir a estratégia correta. O fato de que novos talentos sempre virão na Fórmula 1 não muda muito: jovens pilotos de 16 ou 17 anos de idade estão muito maduros hoje em dia. Pelo menos, quando se trata de seu trabalho “, comentou Haug.
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