Lewis Hamilton se manifestou contra e pediu aos chefes da Mercedes que não imponham ordem de equipe para evitar que ele e o companheiro Nico Rosberg se choquem na pista novamente.
“Eu quero correr. Eu cresci querendo correr. Eu queria chegar à F1, a melhor categoria, e ser o melhor, batendo todos os outros pilotos. (A ordem de equipe) mostrará uma repetição de Michael Schumacher e Rubens Barrichello há muitos anos (as ordens de equipe da Ferrari, na Áustria, em 2002). Fiquei desapontado com o que aconteceu naquela época”, comentou Hamilton.
O piloto inglês se manifestou contra a abordagem sugerida Toto Wolff. que, frustrado com o que aconteceu, admitiu impor ordens de equipe para evitar que ambos os pilotos se toquem em outras situações.
“Você nunca quer ver ordens de equipe. O bom é que Toto e Niki têm sido grandes e permitem-nos correr e é disso que se tratam, corridas. Nem sempre será um céu azul e perfeito, porque isto é automobilismo. Todo engenheiro e mecânico passou pela Fórmula Ford, pela Fórmula Renault e as diferentes categorias, viram o bom e o mau, sabem que essas coisas podem acontecer. Estamos dirigindo a mais de 300 km/h. Você espera que a gente dirija perto próximos um do outro e nunca, nunca, nunca tenha um problema? Duvido. Espero que nada mude e espero que possamos continuar a competir. Essa é a opinião sincera do meu amor por este esporte”, disse o britânico.
Hamilton ainda afirma que nunca teve a intenção de causar uma colisão.
“Não é algo em vou me meter. Eu não quero entrar em colisões. Como você pode ver, eu dirigi o mais aberto possível, dentro das linhas brancas, deixei um monte de espaço. Três carros poderiam chegar por fora. A equipe quer sempre terminar em 1-2. Esse é o nosso objetivo e meu objetivo, mas eu quero estar na frente do 1-2. Certas circunstâncias nos levaram até onde estamos hoje. Nós temos muitas corridas pela frente e vamos continuar a competir. Eu estou lutando pelo campeonato mundial e vou continuar lutando. Esperamos que essas experiências não se repitam e muito menos as que tivemos até agora este ano. Esperamos ser um problema passageiro e vamos continuar correndo para frente”, concluiu Hamilton,
Na entrevista coletiva depois da corrida, referindo-se às vaias da torcida austríaca, quando estava no pódio, Hamilton relevou:
“Claro que não é legal, ainda mais neste lugar que eu amo. E um dos mais belos países, onde já estive. Esse cenário … Eu estava numa moto, neste fim de semana dei uma volta pelos vales, vi quanto são bonitas as paisagens por aqui. Ter esse sentimento por um país e receber essa resposta, quando se obtém uma vitória, com certeza, não é a melhor das coisas, mas eu os perdoo. Às vezes as coisas são do jeito que são e não vou julgá-los por isso. Eles têm o direito de ter uma opinião. Não tenho certeza de por que eles tiveram essa opinião, mas, realmente, não faz diferença. Eu venci a corrida. Com justiça”, explicou Hamilton.
Com os 25 pontos obtidos em Spielberg, Lewis Hamilton passou a ser o piloto com o maior número de pontos da história da Fórmula 1: 2.009. Em 176 GPs, conquistou 3 títulos, 46 vitórias, 54 poles 93 pódios, 10 hat tricks e 30 voltas mais rápidas. Depois deles, os que mais pontuaram são Sebastian Vettel, 1.992 pontos. Fernando Alonso, 1,796; Michael Schumacher, 1.566 e Nico Rosberg, 1,362,5.
Depois de conquista o segundo pódio da carreira, Max Verstappen voltou a ser escolhido pelos fãs da F1, via internet, o “Piloto do Dia”, no GP da Áustria, no Red Bull Ring. O holandês é o primeiro piloto a obter esse prêmio pela terceira vez nesta temporada. Os outros dois foram no Grande Prêmio de Espanha, na estreia corrida com Red Bull, também sua primeira vitória na F1 e no Grande Prêmio do Canadá, apontado como o piloto mais combativo do grid.
O russo Nikita Mazepin fará a sua estreia ao volante de um Fórmula 1, participando dos testes da Force India, em Silverstone.depois do GP da Inglaterra. O jovem de 17 anos, atualmente competindo no campeonato europeu da Fórmula 3, foi contratado pela Force India como piloto de desenvolvimento para o que a equipe descreveu como uma “parceria de longo prazo”. “Estou extremamente grato pela oportunidade de experimentar o VJM09 em Silverstone. Sem dúvida, será o maior momento da minha carreira, mas eu trabalhei toda a minha vida para isso. Há alguns meses me juntei à equipe e me sinto pronto para esta oportunidade”, afirmou Mazepín, que já dirigiu o VJM09 em algumas sessões de simulador.
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