Gunther Steiner, chefe da Haas acha que as novas equipes devem ter oportunidade de fazer mais testes, a fim de facilitar a sua entrada na F1. Apesar de a equipe norte-americana ter impressionado até agora, com Romain Grosjean ser o 8º colocado, com 18 pontos, após três corridas, Steiner pensa que as oportunidades de desenvolvimento nas corridas são muito limitadas.
O dirigente sugere que, uma forma de ajudar as novas equipes e tornar o grid mais competitivo, seria permitir que fizessem testes adicionais.
“Como uma nova equipe, eu queria uma oportunidade para testar alguns dias mais do que as outras equipes. Deem às novas equipes um brinde de três ou mais dias de testes para conhecer melhor o carro, para permitir à equipe trabalhar melhor em conjunto e poderão ser evitados os erros que você comete no início e que, às vezes, têm grandes consequências. É uma ilusão, mas saber o que sei agora teria ajudado a evitar os problemas que tivemos na China.”
Na China a Haas teve problemas de freios no carro de Esteban Gutierrez e uma nova asa dianteira não funcionou como se esperava.
“É mais sobre a equipe trabalhando em conjunto e conhecer o carro melhor do que tentar inventar algo novo. Se você tem uma nova peça, tem muito pouco tempo durante o fim de semana para a equipe trabalhar junto e saber o que procurar juntos. Não é sobre ir mais rápido. É sobre não cometer erros para que você não vá mais devagar. Em geral, seria bom ter mais alguns dias de testes.”
Steiner descartou a possibilidade de a Haas também participar dos testes da Pirelli de preparação 2017: “Infelizmente, não temos um carro de 2015. Tudo o que temos é um carro de 2016, por isso não podemos fazê-lo. Preferimos concentrar no que temos agora. Ainda temos muito a aprender com este carro”.
Já a Williams entende que poderia haver uma vantagem em realizar testes para Pirelli sobre a nova borracha da Fórmula 1 para 2017. Ela é uma das equipes que indicaram ter interesse no fornecimento de um carro de 2015 para permitir à Pirelli fazer um trabalho conceitual sobre os pneus atuais, para ajudar o trabalho de desenvolvimento para a nova especificação do pneu planejado para 2017.
Symonds disse que modificar o carro de 2015 será um projeto exigente, mas irá fornecer informações úteis para os preparativos das equipes, com vistas à mudança de regras em 2017. Ele ressalvou que a Pirelli vai pagar pelo teste, mas detalhes ainda têm de ser discutidos:
“Sabemos o que a Pirelli está pagando por quilometro, mas nós não sabemos todos os detalhes periféricos que fazem muita diferença”.
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