Embora os dois circuitos sejam muito diferentes, os compostos de pneus para o Grande Prêmio do México serão exatamente os mesmos do Grande Prêmio dos Estados Unidos, no último fim de semana: médio, macio e supermacio.
O médio (branco): será um jogo obrigatório, que não foi extensivamente escolhido pela maioria dos pilotos. O macio (amarelo):, outro jogo obrigatório, deve ser muito usado e ter um papel importante nas estratégias para a corrida; o supermacio (vermelho), a ser usado no México pela primeira vez este ano, será obrigatório para o Q3.
No ano passado, a corrida foi afetada por um safety car tardio, que efetivamente concedeu um pit stop final “grátis” aos pilotos. Nico Rosberg venceu a corrida de 71 voltas, começando com pneus macios e parando para colocar médios nas voltas 26 e 46. A melhor estratégia alternativa foi do herói local, Sergio Perez, que parou apenas uma vez, começando a corrida com macios e mudando para médios na volta 18, para terminar em oitavo, na zona de pontuação.
“Apesar de o Autódromo Hermanos Rodriguez ser, para todos os fins, um novo circuito, há uma incrível história por trás, como o nome sugere, apoiada por um espantoso número de fãs. A seção do estádio, por si só, é uma das mais eletrizantes experiências do ano. Corremos aqui no ano passado, mas há uma grande possibilidade de que a pista tenha evoluído desde então. Também estamos trazendo o supermacio pela primeira vez. Será importante avaliar todos esses fatores durante os treinos livres. Poderemos ter interessantes alternativas à estratégia de duas paradas, que foi a mais popular em 2015.”, disse Paul Hembery, diretor da Pirelli.
.O México só retornou ao calendário no ano passado, dando sequência a uma ilustre história em suas edições prévias, entre as décadas de 1960 e 1992. O traçado atual mantém elementos do antigo, um circuito muito rápido, combinando seções técnicas e lentas mais recentes, fazendo uma intrigante mistura entre o novo e o velho, lembrando um pouco Monza.
Ao lado de Monza e Baku, o México tem um dos circuitos mais rápidos do calendário 2016. Entretanto, os carros correm com mais pressão aerodinâmica do que em Monza, em parte para compensar a altitude. O asfalto ainda é novo, pois o circuito foi recapeado para a corrida inaugural do ano passado, suavizando as ondulações que eram típicas do México. A superfície pode ter evoluído este ano. A curva mais famosa do México, a Peraltada, é a que tira a maior carga de energia dos pneus. O clima é sempre um ponto de interrogação, com possibilidade tanto de calor como de chuva pesada. No ano passado, a pista estava escorregadia. Entretanto, o circuito foi extensivamente usado por diversos campeonatos durante a temporada, o que pode ter emborrachado o asfalto mais um pouco.
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