O presidente da fabrica francesa, Carlos Ghosn, espera que, em seu retorno à F1, depois de comprar a Lotus, a Renault seja competitiva como equipe própria no prazo de três anos. O CEO da empresa informou também que em janeiro anunciará os nomes dos pilotos que vão conduzir seus carros na próxima temporada.
Em entrevista publicada pelo jornal francês Le Figaro, Ghosn afirmou que em janeiro anunciará “a organização, os objetivos, os pilotos e a estratégia” da nova escuderia, que voltará ao grid da F1 depois de cinco anos.
“Creio que, dado o entusiasmo de nossas equipes, em três anos poderemos ser competitivos. Continuaremos desenvolvendo nossa atividade de motorização, mas no interesse de nossa equipe. Negociamos em particular com a Red Bull”, afirmou.
Desde 2010, a fábrica francesa se limitava à construção de motores para outras equipes, uma função que, segundo Ghosn não lhes permitia recuperar o investimento. Diante disso, o fabricante só tinha a opção de deixar definitivamente a F1 ou voltar a ter sua própria escuderia, explicou o presidente, acrescentando que “o entusiasmo do grupo pela F1 os levou à segunda opção”.
“Somos o segundo construtor que ganhou mais corrida e títulos da Fórmula 1, atrás da Ferrari,mas na frente da Mercedes”, lembrou Ghosn. Ele explicou também que a divisão dos direitos da TV são agora mais favoráveis do que quando decidiram deixar o grid e assegurou que a solidez financeira do grupo lhes permite enfrentar a nova aventura.
Ghosn encerrou dizendo que a Renault espera aproveitar a tecnologia da F1 para equipar os modelos esporte da marca comercial, pois o grupo “precisa reforçar sua nome em alguns mercados e a Fórmula 1 será um excelente forma de fazer isso”.
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