26/10/14

Force India condena a guerra de motores

f indiaA Force India criticou a atual discussão em torno do descongelamento de motores, dizendo que não quer uma “guerra” que elevem os preços das unidades de energia.

Atualmente, as fábricas não estão autorizada as desenvolver seus motores durante a temporada e as mudanças no fim do ano são limitadas. A Ferrari e a Renault querem que esse congelamento seja revisto, mas a Mercedes não concorda.

Com o motor mais forte do grid, o chefe de equipe da Mercedes, Toto Wolf, insiste em que o descongelamento teria um impacto negativo sobre os custos. E é isso que a Force India, que usa os motores Mercedes, quer evitar:

“Se vai nos custar dinheiro, somos contra, é simples. Obviamente estamos defendendo que precisamos ter controle sobre os custos e a última coisa que precisamos é uma guerra de motor”, diz Bob Fernley, vice-diretor da equipe.

“Eu acho que há dois elementos a considerar. Um deles é que se isso aumenta os custos, somos contra e se não é um problema de custo, vamos fazer o que a Mercedes quiser, porque eles são nossos parceiros, por isso, seguimos a sua orientação. Mas, em primeiro lugar, os custos”, completou Fernley.

O dirigentes da Force India defendeu a Mercedes de crítica feitas por Ron Dennis às fábricas, dizendo que as clientes não tem como elas, capacidade para otimizar o motor.

Fernley afirmou que a Mercedes “tem sido extremamente justa e sempre que possível dá equipamento igual em toda linha”. Mas admitiu que “quando há uma atualização, a fábrica a obtém primeiro” e as clientes a obtém numa segunda fase, quando recebem os motores, que são pré-construídos.

“Eu acho que você tem de ser pragmático e tenho certeza de que Ron vai trabalhar exatamente nesses sistema, quando for o principal cliente da Honda”, completou Bob Fernley.