03/10/18

FIA quer mudar as regras de penalidades

FIA considera a possibilidade de mudança no sistema de  penalidade de motor, após a polêmica qualificação do Grande Prêmio da Rússia, na qual apenas 10 carros participaram da Q2.

Os pilotos que mudam os elementos da unidade de potência sofrem penalidade, indo para a parte de trás do grid, e começam a corrida na ordem em que esses elementos foram usados ​​pela primeira vez, com base em quem deixou a pitlane em primeiro lugar no primeiro treino livre.

O rebaixamento automático no grid era um ajuste ao sistema inicial de níveis variáveis ​​de penalidades para diferentes componentes, o que levou a anomalias como pilotos sofrendo perda de 60 lugares em grid de 20 vagas.

Pelo sistema atual, os pilotos envolvidos não têm qualquer incentivo para disputar a qualificação, embora eles geralmente façam um esforço simbólico na Q1. Em Sochi, três dos cinco pilotos punidos foram rápidos o suficiente para avançar para o Q2, mas nenhum deles correu naquela fase, porque não havia sentido em desperdiçar pneus ou milhagem do motor.

A Renault também optou por não correr no Q2, porque sentiu que a sexta fila, com a escolha livre de pneus, era vantajosa.

A FIA está agora considerando a possibilidade de alinhar os pilotos punidos em ordem de tempo de qualificação, incentivando-os a participar plenamente da sessão. A mudança também colocaria fim à visão bizarra de pilotos que se alinhavam cedo na saída do pit no início do primeiro treino por posição no grid.

“Eu não acho que alguém poderia ter previsto o que aconteceu”, disse o diretor de prova da FIA, Charlie Whiting. “Quando você tem cinco pilotos com exatamente a mesma penalidade, você tem que estabelecer em que ordem eles devem estar. Eu acho que há outra maneira, eu tenho falado sobre isso para algumas equipes. Em vez de ter carros alinhados na saída do pit de maneira um tanto ridícula, e esse tipo de coisa só vai piorar, se você tiver cinco pilotos, você os arrumará na parte de trás na ordem em que eles se qualificaram. Isso daria algum incentivo para que os pilotos realmente se classificassem e tentassem se classificar tão alto quanto pudessem, pelo menos.”

Whiting acredita que a chance de o plano ser votado é “bastante alta”, embora tenha acrescentado que “pode ​​haver algumas desvantagens que ainda não pensamos, é uma ideia relativamente nova”.

O chefe de esportes Ross Brawn, concorda que a F1 deve “olhar as regras para garantir que sejam compreensíveis e produzam o melhor show possível”.

Ele criticou Lewis Hamilton por recuar no final de uma volta de hipermacio na Q2 de Sochi, para que pudesse começar com  ultramacios,  mais lentos: “Definitivamente,  definitivamente não é bom para o show”.

Marcada data para Haas

A FIA oficializou a data de 1º de novembro, para que a Corte Internacional de Apelação julgue recurso da Haas F1 contra a decisão que desqualificou o carro de Romain Grosjean do Grande Prêmio da Itália, no mês passado.

Após a corrida em Monza, a Renault lançou uma queixa contra a equipe americana, solicitando que seu piso fosse investigado. Após uma investigação minuciosa, determinou-se que o assoalho não cumpria os regulamentos, levando à exclusão de Grosejan da classificação.

O piso não possuía as bordas de 50 mm de raio na área frontal. Haas originalmente apelou para dispensa especial para estender o tempo necessário para fazer as mudanças para Cingapura, mas seu pedido foi negado pela entidade reguladora da F1.

Haas recorreu da decisão e agora a FIA confirmou que a audiência terá lugar no dia 1º de novembro. Se tiver o apelo atendido, a equipe norte-americana recuperará os oito pontos de que lhe foram retirados na Itália.

Cada ponto pode ser crucial para as esperanças da equipe no campeonato, pois pode ultrapassar e terminar a temporada à frente da Renault, no quarto lugar na classificação do construtor. Atualmente, esta em 5º, 11 pontos atrás da equipe de Enstone.