20/01/22

FIA espera menor diferença entre as equipes

Segundo informa o motorsport.com, a FIA acredita que o regulamento de aerodinâmica mais restritivo, além do teto orçamentário e a limitação no uso do túnel de vento deverão reduzir pela metade a diferença entre as equipes da frente e do fundo do grid no campeonato de 2022.

Nikolas Tombazis, diretor técnico das categorias de monopostos da FIA, acredita que, após o primeiro ano do novo regulamento, a diferença de quase três segundos entre uma ponta e outra do grid que houve ao longo de 2021 deve cair para 1s5.

“Acho que atualmente a diferença da melhor para a pior equipe é de provavelmente três segundos, dependendo do circuito. Espero que, após um ano, teremos menos da metade disso. É o que espero, mas veremos”.

Segundo o portal, há uma crença de que a diferença entre as equipes da ponta e do fundo possa ser grande no início da temporada 2022, mas a previsão é que ela seja reduzida rapidamente assim que os times comecem a entender melhor o novo regulamento e onde podem ganhar performance.

“É difícil esperar que seja mais emocionante que 2021, porque é um ponto muito alto de referência. Mas acho que assim que tivermos um pouco de convergência, teremos mais carros na luta e isso será positivo. Quando eu estava olhando para campeonatos antigos, li recentemente que em um ano tivemos 11 vencedores e que você podia ser campeão com apenas algumas vitórias. Não estou dizendo que chegaremos a isso, mas claro, penso que ter mais variedade seria bom. E ter os pilotos podendo seguir o outro de perto por mais tempo sem superaquecer os pneus, isso seria bem emocionante”.

A previsão de Tombazis sobre um grid mais próximo tem o apoio do chefe da Alfa Romeo, Frédéric Vasseur, que espera um pelotão do meio bem compacto.

“Certamente Mercedes, Red Bull, e até a Ferrari, devem ter uma grande vantagem em termos de tecnologia, recursos e mais, então não há dúvidas para mim. Mas se você der um passo atrás, acho que do quarto até o nono, você pode estar facilmente no Q3 ou em 18º na classificação. Isso significa que, se você tomar a direção correta, fazer a escolhas ideais e melhorar um pouco aqui, você pode dar um bom passo adiante”.

Mercedes vai ter mais potência

A Mercedes supostamente conseguiu ganhos na unidade de potência com a criação de um novo sistema de recarga para seu turbo. A filial italiana do motorsport.com publica que a atual campeã mundial de construtores levou um novo especialista em turbo para ajudar no projeto da UP.

De acordo com o relato, a nova configuração do turbo é “capaz de melhorar as qualidades do V6 e a recarga híbrida, permitindo estratégias mais extremas”.

Os carros de Fórmula 1 usarão um combustível com 10% de recursos renováveis em sua mistura, o chamado E10. Acreditava-se que o novo combustível causaria uma ligeira perda de potência, mas o relato também diz que a Mercedes está convencida de que recuperou o déficit de 20 hp provocado pela mudança para o novo combustível, assim como a Ferrari.

Pela primeira vez na era turbo híbrida, a UP Mercedes pareceu ter problemas de confiabilidade em 2021, o que fez Lewis Hamilton e Valtteri Bottas usarem mais motores do que o permitido e sofrerem punições no grid perto do final da temporada.

Mas Toto Wolff, chefe da equipe, afirmou que o campeonato de pilotos não foi perdido por causa da UP. Foi simplesmente um erro no projeto do motor que causou uma degradação mais rápida que o normal.

“Nós não perdemos o campeonato por causa do motor, mas é verdade que tivemos problemas pela primeira vez em oito anos”, disse Wolff à Auto Motor und Sport.

“A princípio, isso afetou apenas um componente de uma linha de produção ruim, mas isso se tornou epidêmico quando os motores perderam mais potência ao longo do tempo de uso do que antes”.

Embora a Mercedes seja clara sobre o caminho a seguir com sua unidade de potência, ainda há algumas incógnitas no chassi. O regulamento estabeleça que a distância entre eixos deve estar entre 3.400 e 3.600 milímetros, ficar perto do mínimo ou máximo traz benefícios muito diferentes. Se a distância entre os eixos for curta, os monopostos teriam mais facilidade nas curvas e ainda ajudariam a atingir o peso mínimo de 793 quilos. Uma distância entre eixos mais longa favoreceria o efeito Venturi, que se traduz em mais downforce.

A Mercedes teria optado por uma distância entre eixos que tocasse o máximo permitido pelos regulamentos, mas isso só poderá ser comprovado em 18 e 23 de fevereiro, quando o W3 será apresentado e vai correr nos testes de pré-temporada em Barcelona.