Conforme ampla reportagem do site omnicorse.com, o 667, o novo carro da Ferrari para 2016 não terá nada em comum com o SF15-T, de 2015, e algumas novas soluções técnicas poderão ser vistas no dia 21 de fevereiro, quando o novo modelo será lançado.
Segundo o ominicorse, o 667 é um carro muito inovador com muito conteúdo técnico interessante, que poderá ser visto quando forem divulgadas pela web as suas primeiras imagens, durante o lançamento online.
Eis, em resumo, algumas informações extraídas do longo material do site italiano:
O novo carro representará uma ruptura com a história recente da equipe. James Alisson, diretor técnico, deu liberdade total para o designer-chefe Simone Resta, que cortou o cordão umbilical com o SF15-T, que ganhou três corridas e deu à Ferrari o segundo lugar entre os construtores.
O desenho do novo carro começou a partir de uma folha de papel em branco: o carro parece representar o melhor compromisso entre as necessidades dos pilotos e dos fabricantes, com focos em algumas soluções extremas. O 667 é o número do novo projeto que está em fase de montagem. Os técnicos de Maranello decidiram equipar a unidade de potência com dois refrigeradores, conscientes da necessidade de aumentar o resfriamento devido ao aumento significativo da potência: além de um no quadro, um outro, menor, foi montado no painel do lado esquerdo. Em comparação com o SF15-T, foi alterada a configuração dos radiadores, que já são muito inclinados, quase verticais.
Os pilotos dirigidos por Mattia Binotto trabalharam duro para melhorar a combustão e o objetivo é aumentar a pressão até 300 bar, como a Mercedes, para reduzir o tempo do gatilho oxidante (ar+combustível) e ganhar potência graças ao aumento significativo da taxa de compressão a valores nunca alcançados num turbo a gasolina.
Para compactar a parte mecânica, o MGU-K, que foi montado na saliência do cilindro 6, numa posição mais tradicional, de acordo com as descargas do banco de cilindros da esquerda. O MGU-H, no entanto, continuará a ser acoplado ao compressor e a turbina mantém exatamente o mesmo layout do ano passado: a Ferrari não acredita que é importante seguir a arquitetura de excessos da Mercedes.
O objetivo comum de fabricantes de chassis e motor é um carro mais funcional na exploração dos pneus Pirelli com o composto mais duro, na esperança de aumentar a tração na saída das curvas. A suspensão traseira terá um design completamente revisto. O focinho no estilo da Mercedes, mas com o pequeno “bico” Toro Rosso, permitirá aumentar o fluxo de ar para o difusor traseiro a fim de aumentar a força descendente, sem a necessidade de asas com uma incidência aumentada.
Postado em: Notícia