Segundo o Motorsport.com, o engenheiro Ross Brawn é um dos principais alvos da Ferrari para a renovação da sua equipe técnica, depois da decepcionante campanha deste ano. Após uma série de reuniões na semana passada, Sergio Marchionne e o chefe de equipe Maurizio Arrivabene concordaram que a equipe precisa de uma nova abordagem e o presidente da Scuderia conversou com os engenheiros, para ter uma ideia do potencial prazo do carro SF16-H e da movimentação necessária para colocar seu plano em ação.
Uma ideia é buscar os serviços do engenheiro Ross Brawn, em uma base de consultoria, para ajudar a fornecer orientação sobre melhorias, sem necessidade de ele assumir uma função de tempo integral na equipe. Todavia, Brawn já rejeitou uma proposta da Ferrari, desde que deixou a F1, em 2013 e não tem vontade de viajar para 21 corridas nem assumir os compromissos necessários para ser bem sucedido no esporte.
O Motorsport.com diz, porém, que a Ferrari quer Brawn como uma espécie de assessor de Marchione e Arrivabene, sobre questões técnicas e sugestões que ele acredite devam ser feitas em Maranello. Não está claro em que posição ficaria, então, o atual diretor técnico da equipe, James Allison.
Brawn foi um dos arquitetos do enorme sucesso da Ferrari, no início de 2000, com Michael Schumacher, quando trabalhou ao lado de Jean Todt e Rory Byrne. Ele também fez sucesso com a Benetton e a Brawn GP, além de lançar as bases para o sucesso de que a Mercedes tem desfrutado nas últimas temporadas. No entanto, depois de deixar o cargo na Mercedes, está longe da F1 e manifestou pouco interesse em voltar. Em uma entrevista recente com a Sky, ele disse que havia uma certa relutância em retornar à F1.
“Minha natureza quando eu estava envolvido foi 24/7 e eu não tenho certeza se quero um 24/7 mais (24 horas/7dias). Nunca diga nunca sobre qualquer um desse tipo de coisas, mas estou muito contente por fazer o que estou fazendo e não há nada tem pelo qual eu esteja motivado e interessado”, ele disse à emissora inglesa.
Williams não tem dinheiro para testes
A Williams não vai participar do programa de testes dos pneus para 2017, da Pirelli, por que “não pode pagar” a montagem de um carro para isso, de acordo com Pat Symonds, diretor técnico da equipe. .
A Pirelli consultou as equipes sobre a possibilidade de construir carros modificados a fim de simular aumento dos níveis de downforce, que lhe permitam testar os pneus de 2017, antes que os novos carros sejam levados à pista. A Mercedes, Ferrari e Red Bull vão fazer uma série de testes de agosto até novembro e dois dias de testes após o GP de Abu Dhabi.
A Williams, inicialmente, manifestou intenção de participar desses testes, mas Symonds diz, agora, que os custos são demasiadamente elevados.
“Não somos segunda classe, mas não temos o dinheiro para fazê-lo”, disse Symonds ao site oficial da Fórmula 1, quando perguntado se perder o teste a torna uma equipe de segunda classe.
“Queríamos, mas um exame dos custos mostrou que não podíamos nos dar ao luxo de fazê-lo. A Pirelli irá divulgar as informações da melhor forma que puderem, mas nunca será o mesmo que testar em seu carro. E nós, certamente, não temos uma relação estratégica com qualquer outra equipe!”, lamentou o engenheiro.
Symonds acredita que a mudança na regulamentação de pneus será a diferença “mais importante” em 2017, mas que a estratégia de pneus continuará a desempenhar um papel importante nas corridas.
“Não eliminará, o que seria uma palavra muito forte. Mas se a Pirelli acertar o alvo, então eu esperaria que as corridas de duas paradas se transformariam em corridas de uma parada e corridas de três paradas se transformariam em corridas de duas paradas. Veremos janelas mais amplas entre os pit stops – de modo que o elemento estratégico será menor, mas não eliminado. De todas as mudanças para 2017, a dos pneus será o mais importante eu acredito”, concluiu Symonds.
Max Verstappen recebe o Troféu Bandini
Max Verstappen recebeu ontem, em Brisighella, na Itália, o 23º Troféu Bandini, prêmio dado a uma pessoa ou equipe que tenha mostrado um desempenho extraordinário no automobilismo. O jovem holandês recebe o prêmio depois de uma impressionante temporada de estreia na Fórmula 1, apenas o segundo ano completo de corridas de carro em sua carreira.
No palco, ele foi chamado de “gênio” da Fórmula 1; o piloto que sabe como inventar a ultrapassagem impossível; o estreante mais jovem da história GP, bem como o detentor de um registro que não pode ser batido: o mais jovem vencedor de uma corrida da F1.
Criado em homenagem ao falecido Lorenzo Bandini, o prêmio já havia sido conquistado por Michael Schumacher, Kimi Raikkonen, Mark Webber, Robert Kubica, e companheiro de equipe atual da Verstappen, Daniel Ricciardo.
No fim de semana, segundo o jornal suíço Blick, o jovem de 18 se deu também um outro prêmio: um carro Porsche GT3 RS, no valor de 400 mil dólares. Mas, para isso, teve de pedir permissão ao pai e ao empresário:
“Se Max quer comprar algo grande, deve obter nossa permissão, em primeiro lugar. Como agora, com seu carro particular. Mas Max é muito cuidadoso em estradas normais”, explicou o pai dele, Jos Verstappen.
Postado em: Notícia