A Ferrari acredita ter reduzido 25hp de desvantagem na unidade de potência, em relação às rivais Mercedes e Honda. A equipe baseada em Maranello vem sendo apontada como uma das favoritas após demonstrar uma performance consistentemente boa nos dois testes de pré-temporada.
Além de manifestar confiança em seu chassi F1-75, o chefe Mattia Binotto diz que a análise dos testes de inverno trouxe informações encorajadoras a respeito de sua unidade de potência.
Apesar de um veredicto final não ser possível até que todos os motores sejam usados em potência máxima na classificação, já que as equipes escondem sua velocidade nos testes, Binotto diz que os dados foram positivos.
“Sabendo que os motores serão congelados para as próximas quatro temporadas a partir deste ano, obviamente era importante começar com uma UP que não tivesse desvantagem para a competição. No final da temporada passada, nós tínhamos uma desvantagem de 20-25hp, portanto a primeira meta era cancelar essa margem. No momento, nós ainda não conseguimos entender quais são os valores na pista, pois as medidas usando o sistema de GPS têm uma certa exatidão, mas não são super precisas. Elas também são influenciadas pelo peso do carro, e é difícil estimar sem esse dado. Quando nós estamos em um fim de semana de corrida, nós sabemos o peso dos carros dos oponentes em certos momentos, como na classificação e na largada. Mas durante os testes, esse dado obviamente não está disponível. Além disso, há o efeito do vácuo, então você precisa encontrar voltas sem influências externas. Normalmente, nós esperamos três ou quatro corridas para compilar uma estatística, porque quanto mais dados estiverem disponíveis, mais correta é a média. Nos testes, pelo pouco que vimos, nós conduzimos um exercício, e de acordo com essa análise inicial, estamos no mesmo nível dos outros. Certamente não estamos atrás deles e talvez tenhamos um pouco mais. Contudo, essa não é uma conclusão firme. Por enquanto, nós só podemos ficar satisfeitos por termos confirmado o progresso visto na bancada de testes”, discursou Binotto.
Apesar de a Ferrari se manter cautelosa sobre o que será possível no GP do Bahrain, principalmente com Max Verstappen tendo sido tão rápido no último dia de testes, Binotto admite que sua equipe pode estar na disputa.
“Eu creio que nós seremos competitivos no próximo fim de semana, mas não podemos dizer hoje se estaremos dois décimos à frente ou atrás. A Red Bull pareceu muito forte para mim, certamente Max. Então, talvez um carro da Red Bull esteja à nossa frente e o outro atrás, eu não sei. Porém, eu acho que nós estaremos em um nível onde poderemos competir, e se houver uma diferença, ela não será insuperável. Vamos falar de diferenças que ainda podem ser tiradas depois de quatro ou cinco corridas. O ponto de partida é bom, mas nós vamos descobrir o quanto é bom”.
A Ferrari removeu o logo do patrocinador russo, a multinacional de cibersegurança Kaspersky Lab, da asa dianteira de seu carro de 2022. Isso ocorreu depois que a BSI, autoridade federal de cibersegurança da Alemanha, ter alertado sobre o “risco significativo de um ataque cibernético” devido às operações da Kaspersky no ocidente.
“As ações das forças militares e de inteligência russas e as ameaças feitas pela Rússia contra União Europeia, OTAN e Alemanha no curso do atual conflito armado representam um risco considerável de um ataque cibernético bem-sucedido”, avisou a agência.
A Kaspersky nega qualquer conexão com o governo russo e argumenta que o alerta alemão não se baseia em uma avaliação real de seus produtos. Porém, a Ferrari confirmou a remoção dos logos da Kaspersky de seu carro de 2022, a fim de “enviar uma mensagem de apoio clara ao povo da Ucrânia”.
A equipe italiana tomou sua decisão em conjunto com o patrocinador e o contrato com a Kaspersky continua vigorando.
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