Em teleconferência de investidores, Sergio Marchione, presidente da Ferrari, deixou claro que já deu tudo que a equipe da F1 precisava para ser bem sucedida e descartou qualquer investimento extra para ajudar a fazer melhorias.
“Vou dizer algo honestamente, acho que joguei todo o dinheiro que eu gostaria de jogar naquela coisa. Nós fizemos isso no passado, mas acho que nunca foi um objeto em termos de desenvolvimento de F1, eu acho que precisamos usar melhor esse financiamento. Penso que muita coisa, não a maior parte, foi devido à forma como estávamos organizados. Acho que a estrutura agora está mudada. Acho que precisamos esperar, acho que precisamos ser modestos em nossa expectativas. Mas quando o carro começar a competir em março de 2017, tudo o que a equipe tenha conseguido fazer como resultado da nova configuração será visível”, disse Marchione.
A equipe italiana entrou em 2016 em meio a grandes expectativas de Marchionne. que esperava um começo vencedor no campeonato mundial de F1. No final, a Ferrari está aquém, não tendo conseguido ganhar um único grande prêmio até agora este ano e até mesmo ficou da atrás Red Bull na disputa com a Mercedes pelo título.
Apesar de seus comentários sobre a necessidade de Ferrari fazer melhor, Marchionne disse que uma das lições que aprendeu nesta temporada é não fazer previsões.
“Acho que paguei no nariz quando tentei confiar em estimativas internas sobre uma melhoria do carro de 2015 para 2016. Não vou repetir isso com o carro de 2017, porque eu acho que vamos ter que ver o carro na pista. ”
Sobre o que aconteceu este ano, Marchionne disse:
“Eu acho que estamos continuando nosso caminho de recuperação. Obviamente, não estamos satisfeitos com os resultados até agora. Nós fizemos algumas mudanças organizacionais na Scuderia no terceiro trimestre deste ano. Agora temos uma equipe reconstituída, que está lidando com o lado técnico e temos realmente dois objetivos fundamentalmente: um é concluir esta temporada menos gloriosa em 2016 em uma forma tão boa quanto possível. Mas o mais importante, acho que é definir os parâmetros certos para a conclusão do carro de 2017, o que eu acho crucial para a nossa ambição de voltar à competitividade nos circuitos na próxima temporada”.
Marchione confirmou que considera apossibilidade de entrada F-E, mas que provavelmente isso só possa acontecer daqui a alguns anos:
“Tenho discutido isso com meus colegas na Ferrari por um tempo. Se a F-E. hoje, exige que os pilotos troquem de carros durante a corrida porque acaba a potência isso não algo pelo qual a Ferrari naturalmente ficaria atraída.Em segundo lugar, a padronização associada aos carros elétricos é algo que vai de encontro à tradição da Ferrari, porque vai evitar que a Ferrari mexa com o que for que se faça tecnicamente num carro. Mas eu acho que é possível que. depois de algum nível de maturidade, a Ferrari desenvolva um leque de habilidades se inclua num ambiente como esse. Mas ainda não chegamos lá. E, se isso acontecer, vai acontecer daqui alguns anos. Mas é possível”, explicou Marchione.
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