A Ferrari está comemorando o novo regulamento esportivo para 2017, pois sentia que o sistema de tokens adotado neste ano amarrava as mãos dos fabricantes e reduziam fortemente a chance de se recuperar um atraso no desenvolvimento dos motores. A nova fórmula introduzida no início da temporada de 2014, com propulsores híbridos mais eficientes, mas bastante complexos, permitiu o domínio da Mercedes, que assumiu o controle da competição, com grande vantagem sobre as rivais.
Embora os fabricantes tenham tido oportunidade de trabalhar em seus motores durante o inverno de 2014/2015 e 2015/2016, o apertado calendário de testes obrigava os fabricantes a terem cuidado com o desenvolvimento deles. A limitação do chamado sistema de tokens e o limitado número de unidades de energia também obrigaram a um programa de desenvolvimento mais conservador.
Por isso, a Ferrari recebeu bem a iniciativa da FIA e dos quatro fabricantes de acabar com esse modelo completamente. Em uma tentativa de reforçar a convergência motor, FIA, os quatro fabricantes de motores e as equipes decidiram que acabar com o sistema de token completamente.
“Somos a favor de não ter os tokens, isso para nós é uma coisa boa”, disse Luigi Fraboni, chefe de operações da unidade de energia da Ferrari; “Claro que no próximo ano você ainda terá quatro unidades de energia por isso temos de seguir a regra, mas terá mais flexibilidade para planejar e também fazer as mudanças durante a temporada.”
Ferrari já usou todas as suas fichas e é a única equipe sem qualquer chance para desenvolvimento, porém está confiante em que o trabalho para o próximo ano está como o planejado.
“Do nosso lado, nós já utilizamos os tokens este ano e isso significa que tivemos uma evolução bastante forte durante a temporada e, portanto, é bom não ter este limite para a próxima temporada e no momento o desenvolvimento da unidade de potência para 2017 está indo muito bem”, completou Fraboni, confiante com as perspectivas da Ferrari para a campanha de 2017.
Eric Boullier, da McLaren, acha que com a Mercedes, Ferrari e Renault chegando ao teto e já não terem como crescer em 2017, a Honda fornecedora da sua equipe vai ter condições de se igualar a elas.
“O amadurecimento do Projeto da Honda significa que vamos seguir crescendo e ai vamos ter nosso maior ganho”, apontou Boullier à ‘Autosport’. “O grande ponto do regulamento dos motores é o volume de combustível que você pode usar, o que limita a quantidade de energia que se usa. Então, existe um limite para o desenvolvimento das unidades de potencia e estamos chegando perto desse teto. E por isso teremos um pouco mais de liberdade sem o atual regulamento”, completou Boullier.
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