27/09/15

Felipe Massa preferia ter abandonado a pista

Massas Suzuka

Felipe Massa declarou ter preferido abandonar o GP do Japão, depois do choque com Daniel Ricciardo, logo na largada, que o jogou ao último lugar do grid, sem condições de conquistar melhores posições. O piloto disse que pensou abandonar a pista depois de perceber que não teria condições de chegar muito à frente, mas a Williams, mandou que ele continuasse, na esperança de que uma entrada do safety car pudesse reagrupar os carros e recuperar a possibilidade de uma boa colocação.

Perguntado se valeu a pena ter continuado na pista, Massa foi enfático:

“Na verdade não! Só se tivesse acontecido um safety car. A equipe achou melhor continuar esperando alguma chance. Porém, com uma volta atrás era difícil ultrapassar e eu tinha de ficar deixando os outros passarem o tempo todo”.

A corrida de Felipe Massa acabou ainda antes da primeira curva do circuito de Suzuka, quando ele tocou no carro de Daniel Ricciardo e os dois tiveram pneus furados. O brasileiro teve então de percorrer praticamente todo o circuito com o pneu se esfarelando e, devido ao tempo perdido nesse percurso e na troca do pneu dianteiro direito do carro, acabou na última colocação.

Daí para a frente, Massa só conseguiu ultrapassar os dois carros da Manor, de Will Stevens e Alexander Rossi, e terminou na 17ª posição, a duas voltas do vencedor, Lewis Hamilton, graças ao abandono de Felipe Nasr.

“Eu estava na frente, mas acho que o Ricciardo ficou meio espremido entre mim e o Kimi e a minha corrida acabou ali, porque levei uma volta só enquanto retornava aos boxes após o furo”, disse o piloto em entrevista à`BandNews.

Massa lamentou não ter podido contribuir com alguns pontos a mais para a equipe, como fez seu companheiro Valtteri Bottas, 5º colocado, atrás de Hamilton, Rosberg, Vettel e Raikkonen.
“Eu tinha carro para contribuir com uma boa soma de pontos também. Temos que juntar tudo e recuperar esses pontos na próxima corrida”, disse Massa.

Apesar de não ter feito pontos, o brasileiro manteve a 6ª colocação entre os pilotos, com 97 pontos, 14 atrás de Bottas.

Já Felipe Nasr, que teve um bom começo, ganhando três posições na largada, e passou do 16º ao 13º lugar, chegando a estar na 11ª posição antes da primeira parada, teve de abandonar a corrida a três voltas do final, por causa de “sensações estranhas” que sentiu no carro.

“A corrida começou bem. Ganhei algumas posições no início e tive algumas boas batalhas e manobras de ultrapassagem na primeira parte. De repente, tive uma sensação estranha no carro. Juntamente com a equipe, decidi parar o carro e abandonar. Agora temos que investigar e entender qual foi o problema – disse o brasileiro”, explicou o piloto.

Durante a corrida, Nasr manteve acirradas disputas pela 12ª posição, principalmente com Max Verstappen, de quem se defendeu bem em várias tentativas de ultrapassagens. Depois da parada nos boxes, porém, o carro começou a apresentar problemas e, sem poder disputar posições, ele preferiu deixar a pista.

Como Marcus Ericsson também não conseguiu marcar pontos, terminando na 14ª posição, Monisha Kaltenborn considerou o fim de semana em Suzuka frustrante:
“Foi um fim de semana frustrante, porque esperávamos mais. Depois da classificação, sabíamos que seria difícil, começando daquelas posições. Mas Marcus e Felipe tiveram boas largadas e havia uma chance de terminar marcando pontos. Infelizmente, isso não aconteceu. O carro de Felipe teve uma falha não identificada, que precisa ser investigada. Marcus rodou, o que lhe custou algumas posições, mas ele continuou lutando”, afirmou a dirigente da Sauber.

Alonso reclama do carro: parece GP2

O espanhol Fernando Alonso disse que estava envergonhado por correr com um “motor de GP2” depois de lutar para ganhar velocidade durante o Grande Prêmio do Japão.

O piloto da McLaren reclamou durante a corrida do desempenho do carro e do motor Honda. Os dois carros da equipe foram ultrapassados com facilidade e várias vezes Alonso chegou a se queixar pelo rádio. Eu estou sendo passado nas retas como se fosse GP2. É embaraçoso, muito embaraçoso,” esbravejou um furioso Alonso. “Motor GP2 GP2 Argh!,” gritou via rádio, quando foi ultrapassado por fora por Max Vesrtappen, referindo-se à categoria de acesso à Fórmula 1.

Alonso chegou a ganhar várias posições na largada, chegando a ficar em nono lugar, mas foi ultrapassado facilmente por vários adversários, e sempre em plena reta da meta, o que mostrou a diferença de potência do motor Honda para com os adversários.

Depois da corrida e de ter sido criticado pelo chefe da equipe McLaren, Ron Dennis, Alonso tentou amenizar os seus comentários dizendo-se frustrado pelo motor Honda ter impedido seu desempenho na corrida. “Eu me sinto envergonhado, algumas vezes, quando estou correndo porque é frustrante quando você vê outros carros cometerem erros, freando tarde, saindo da linha de corrida, indo para o lado e, quando você olha no espelho nas retas, eles já estão lado a lado [com você] “, disse Alonso.

Mas Alonso mostrou-se otimista em relação ao futuro da McLaren,

“É a única que no futuro pode desafiar a Mercedes. Para já, ainda não dá para lutar com eles, mas todos estão a trabalhar muito e isso é positivo. Vamos encontrar as soluções, mas não dá para esconder que estamos frustrados,” avaliou o piloto.

“Em termos de performance, espero que no próximo ano seja diferente. Eu sei que eles devem mudar um monte de coisas na unidade de alimentação e na estrutura, então eu acho que vai ser um trabalho a médio prazo para o próximo ano, e não para as corridas restantes.”