19/01/16

Fabricantes aceitam reduzir custo do motor

MotorFerari2015

Os fabricantes de motores da Fórmula 1 chegaram a um acordo sobre uma série de medidas para garantir unidades de potência V6 turbo a todas as equipes até 2020. A Mercedes, Ferrari, Renault e Honda entregaram, na sexta-feira, dia 15, a Jean Todt, da presidente da FIA, e Bernie Ecclestone, administrador dos direitos comerciais da F1, um documento se oferecendo para baixar os preços das unidades de energia, a fim de evitar a introdução de um novo motor independente, em 2017.

 

Várias informações indicam que esses são os primeiros  resultados positivos conhecidos da reunião de segunda-feira do Grupo de Estratégia e do encontro da Comissão da FIA, nesta terça-feira, em Genebra.

Segundo a Autosport, os custos de motor serão reduzidos de 20 milhões para 12 milhões de euros para as equipes clientes, uma quantia que Todt tinha considerado “aceitável” anteriormente.

A Sky Sports acrescenta que esse preço foi aceito, em troca da permanência dos atuais motores de 1.6 litros V6 turbo até 2020 pelo menos, apesar de Ecclestone defender uma nova forma de motor.

As medidas de nivelamento do custo planejado será implementada através de crescente padronização dos componentes do motor e nenhuma equipe vai ficar sem uma fonte de alimentação, para evitar situações iguais à da Red Bull, em 2015. Joe Saward, jornalista respeitado na F1, escreve em seu blog que os pilotos só poderão usar três caixas de câmbio por temporada.

Esse novo conjunto de regulamentos, que deverá entrar em vigor em 2018, deverá ser validado e ratificado pelo Conselho Mundial de Automobilismo da FIA próximo mês de março.

Todt exigirá segurança no cockpit fechado

O presidente da FIA, Jean Todt, só irá considerar uma proposta final com relação à segurança do cockpit na Fórmula 1, quando tiver certeza de que não haverá consequências adicionais. No final de outubro, a FIA revelou que estava avaliando três propostas de soluções para proteção do cockpit, que seriam postas à prova em novembro.

Esse processo de avaliação continua em curso e a FIA está decidida a garantir que o projeto final não só tenha aprovação unânime, mas também respeite todos os requisitos de segurança.

“Temos de fazer um grande esforço, mas o automobilismo continua a ser um esporte perigoso. Se houver novas medidas que precisem ser adotadas para melhorar a segurança, vamos adotá-las, mas temos que ter certeza de que não haverá consequências. Quando você implementa um novo regulamento, tem de garantir que tem a visão para quaisquer problemas. Estamos nas mãos de especialistas e vamos ter um resultado que vai nos permitir julgar se vale a pena fazer uma mudança, fazer modificações ou manter o status quo. Há diferentes maneiras de proteger um piloto, mas temos de garantir que não haja efeitos negativos. Isso está nas mãos de pessoas especializadas. Temos um departamento específico, pessoas em que confio completamente e vou ver quais são os resultados, quando tivermos uma proposta final”, explicou Todt à Autosport.

A FIA tem passado muito tempo e aplicado recursos, nos últimos anos, para investigar uma variedade de métodos para “-cockpit do piloto fechado”, em especial na sequência dos acidentes que custaram a vida de Jules Bianchi e Justin Wilson.

Todt acrescentou:

“O que queremos alcançar é uma melhoria na segurança. Criei um problema, então agora cabe a pessoas proporem soluções.”