As equipes concordaram em aumentar em três quilos o peso mínimo dos carros para a temporada de 2022 da Fórmula 1. O peso mínimo passará de 795 para 798 quilos, em consequência do excesso de peso com que a maioria das equipes chegaram aos testes de pré-temporada.
Por enquanto é apenas um acordo entre as equipes, que precisa ser aprovada na próxima reunião do Conselho Mundial de Automobilismo.
A primeira versão do regulamento fixou o peso mínimo dos carros em 790 quilos. No mês de setembro, a FIA cedeu e aumentou em dois quilos. Na última reunião do Conselho Mundial de Automobilismo, em dezembro, o peso foi aumentado ainda mais, para 795 quilos. No entanto, os primeiros testes em pista levaram os engenheiros a pedirem um aumento extra. E as equipes concordaram em passar de 795kg para 798kg, segundo informou o site italiano Formula Passion e foi confirmado em entrevista na manhã desta sexta-feira.
Com os novos regulamentos, o peso dos carros da Fórmula 1 aumentou notavelmente, principalmente por causa das novas rodas de 18 polegadas e suas calotas aerodinâmicas e o aumento da fibra de carbono no chassi para atender aos novos requisitos de segurança. O efeito solo também é apontado como uma das causas do aumento.
“Acho que todo mundo está acima do peso. Todo mundo está tentando descobrir o quanto as outras pessoas realmente têm, e é por isso que um pequeno passo foi dado. Para nós, faz parte da competição reduzir o peso. O que o torna diferente desta vez é o limite de custo. Mas desde que seja o mesmo para todos, com perda de peso ou não, estamos bem com isso”, disse Toto Wolff.
Mattia Binotto, da Ferrari é da mesma opinião:
“Não podemos esquecer que os carros atuais são muito mais pesados em relação ao ano passado. E acho que aumentar o peso nunca é bom para o esporte e a velocidade. Então, houve discussões e pensamos em aumentar em 3 kg o peso mínimo”.
Mas o diretor da Ferrari alerta:
“Devemos nos esforçar para reduzir o peso para as próximas temporadas. O acordo é um bom compromisso para todas as equipes. Mas acho que não devemos aumentar mais porque, como disse o Toto, é mais uma área da competição. Acho que para o futuro devemos tentar reduzir o peso dos carros.”
Franz Tost, da AlphaTauri, também considera a decisão acertada, pois o limite orçamentário não permite que a situação seja devidamente tratada
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