Depois da manifestação de vontade da FIA de melhorar o som dos atuais carros da F1, a empresa italiana Magnetti Marelli está trabalhando em vários sistemas para conseguir um volume mais alto dos motores neste ano.
O som abafado e silencioso dos carros tem sido ponto de discórdia entre especialistas, desde a introdução dos motores V6 turbo, em 2014, e a maioria dos fãs lamenta a falta do som estridente e penetrante da geração anterior das máquinas dos Grandes Prêmios,.
Depois de uma análise aprofundada da questão, a Magnetti Marelli tem focado seus esforços em corrigir dois problemas principais.
“Descobrimos que perdemos duas coisas. Em primeiro lugar, a amplitude, em segundo lugar, a alta frequência”, explicou Roberto Dalla, o chefe esportivo da empresa.
De acordo com Dalla, o último problema já foi praticamente resolvido, com a introdução obrigatória no sistema de escape de dois tubos (ou três, dependendo da preferência da equipe) que irá separar a saída de escape da válvula de descarga.
“O objetivo é manter o gás da turbina, que funciona como um filtro para as altas frequências. Isso resultará em maior frequência e em mais ruído”, acrescentou Andrea Dappiano, o gerente de projeto para sistemas híbridos na Magneti Marelli.
Além de uma série de modificações a serem introduzidas este ano, mais mudanças deverão ser implementadas em 2017, quando as regras dos motores serão definidas com uma grande revisão técnica.
“Vamos apoiar a FIA e continuar nossas investigações. O que a FIA tem que fazer é discutir as possibilidades com as equipes, para encontrar o correto equilíbrio entre o aumento do som e a perda de desempenho,”, observou Dalla.
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