Emerson Fittipaldi, campeão do mundo de Fórmula 1 em 1972 e 1974, foi nomeado embaixador do circuito Hermanos Rodriguez e do Grande Prêmio do México, que será disputado no dia 1º de novembro. O brasileiro será o porta-voz para anunciar a volta da categoria ao México, depois e 23 anos, e para ressaltar o potencial do país como organizador da corrida.
“Estou muito feliz e orgulhoso de minha nova função. Em todo o mundo há muito interesse na F1, que está agora no México”.
Emerson lembrou que a América Latina tem uma grande tradição na Fórmula 1, primeiro com o argentino Juan Manuel Fangio, em seguida, com os mexicanos Ricardo e Pedro Rodriguez e, mais tarde com os brasileiros, ele, Nelson Piquet e Ayrton Senna.
“O Brasil tem recebido últimos anos F1 em São Paulo e, agora, com o México temos de criar uma força para gerar seguidores em toda a América Latina, Caribe, América Central, entusiasmar as novas gerações e promover os jovens pilotos, novos talentos”, acrescentou.
Ele lembrou também que correu o Grande Prêmio do México de 1970, com um Lotus, e competiu com o mexicano Pedro Rodriguez.
Fittipaldi foi também encarregado de inaugurar o pódio da pista, abrindo uma garrafa de champanhe, e considerou que o circuito “continuará a ser uma pista difícil e de alto desafio técnico para os pilotos.”
Indagado sobre por que o Brasil não teve outro campeão mundial o ex-piloto disse que, após a morte de Senna, de maio de 1994, o automobilismo brasileiro “correu perdeu a motivação e não houve um outro piloto que impulsionasse os jovens e fosse um exemplo”.
Mas Emerson ressalvou que o Brasil teve sorte porque, em duas décadas, viu três campeões mundiais, que conquistaram oito títulos Fittipaldi-F (1972, 1974) Piquet (1981, 1983 e 1987) e Senna (1988, 1990 e 1991).
“É muito difícil ser campeão do mundo, e a América Latina tem uma chance, mas precisa de investimento e desenvolvimento de pilotos”, disse ele.
Fittipaldi participa, na Cidade do México da Semana Mundial do Esporte a Motor, durante a qual fará algumas palestras.
Briatore condenado – Flavio Briatore foi condenado a 1 ano e 11meses de liberdade condicional por infrações fiscais relacionadas com o aluguel do seu iate Force Blue, apreendido pela Guardia di Finanza italiana em maio de 2010 ao largo da Spezia. Os juízes do Tribunal Criminal de Genova também ordenaram o confisco do iate. A promotoria havia pedido quatro anos de condenação. O Ministério Público acusou Briatore e outros quatro réus por alugarem o megaiate para uso recreativo, nas águas territoriais italianas, de julho de 2006 a maio de 2010, sem pagar o IVA.
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