14/07/16

Ecclestone aponta o maior erro da Mercedes

Bernie Ecclestone lamenta que a Mercedes não tenha fornecido seu motor à Red Bull, para reavivar o interesse pelo campeonato da Fórmula 1.
“Foi seu maior erro”, diz o chefe da FOM.
Na temporada passada, quando o casamento entre Renault e Red Bull estava em crise, a equipe austríaca tinha imaginado uma associação com a Mercedes para fornecimento de motor, mas Toto Wolff foi contra, pois temia um rival na disputa do título mundial.
“A Mercedes deveria ter fornecido o motor à Red Bull. Esse foi o maior erro que eles cometeram nos últimos anos na F1”, diz Ecclestone em entrevista ao site oficial da F1. “Teria sido benéfico para a concorrência.Eles ainda continuariam ganhando, mas seria mais bonito se eles ganhassem o campeonato na última corrida. O motor Mercedes é um motor fantástico … mas só se todas as equipes o tiverem. Pode-se perceber que a equipe realmente tem o melhor carro. Mas este é apenas um sonho …. Hoje, as pessoas sabem que eles ainda vão ganhar. E esta falta de emoção, é óbvia demais. Além de toda essa publicidade gerada em função dos aconteceimentos entre seus pilotos. Veja o que aconteceu na Áustria; foi uma publicidade positiva para eles. É ótimo para a marca”, acrescentou o britânico.

Ainda a propósito da Red Bull, o site pitpass.com diz que é difícil acreditar que, nesta época no ano passado e há quatro meses, a equipe ameaçava deixar a categoria por problemas com sua fornecedora de motores, a Renault, com quem tinha contrato até 2020.
Agora, com um novo contrato assinado com a Renault e estando próxima, com uma diferença de seis pontos da Ferrari, a Red Bull está muito confiante. O chefe da equipe, Christian Horner, não está apenas confiante de que a equipe italiana possa ser ultrapassada, mas também acredita que consiga diminuir a diferença em relação à Mercedes.
Perguntado sobre em que aspecto sua equipe está atrás da Ferrari, Horner foi rápido em responder:
“Em nenhum. Acho que temos um carro muito forte, pilotos fortes e o motor está melhorando. Não acho que exista nada que devemos temer”.
Assim como seus rivais, Horner admite que como a luta em 2016 ficou mais intensa, a equipe tem de olhar para o ano que vem.
“Nós temos o carro atual, temos o carro que estamos usando para os testes de pneus e temos o carro do ano que vem. Mas as pesquisas estão sendo feitas e alocadas de acordo com os diferentes desafios”, completou Horner.