Às vésperas da abertura da temporada 2016, a ESPN faz uma análise sobre o que cada piloto e equipe deve esperar do novo campeonato. Eis as previsões do site da emissora norte-americana:
Mercedes – Como você alcança a perfeição? Este é o problema que a Mercedes enfrentou durante o inverno, quando transformou seu W06 híbrido dominante no novo e melhorado W07. Durante os testes, dificilmente ficou de fora, pois completou mais de 6.000 km com apenas um problema de transmissão no último dia. Além dos benefícios óbvios de se ter um carro confiável, a Mercedes inicia a temporada com mais informações que qualquer outra equipe, o que será fundamental para encontrar o setup perfeito e adaptar as atualizações nos pacotes para as primeiras etapas. Mas, enquanto é fácil assumir que aquelas vitórias continuarão acontecendo durante 2016, os campeões mundiais estão passando por sua competição mais forte da era do novo turbo, assim como o SF16-H da Ferrari.
Lewis Hamilton: Tem 8 chances em 15 de ser tetrampeão. Após garantir seu título faltando ainda três corridas para o final da temporada, Hamilton deixou seu foco cair no final do ano. A questão para 2016 é se ele vai conseguir manter o nível de dedicação exigido para a conquista de um terceiro título consecutivo.
Nico Rosberg: Com seu contrato com a Mercedes expirando no final do ano, Rosberg não quer aceitar ser superado por Hamilton por três anos seguidos. Somente a conquista do título seria suficiente para provar a aqueles que não acreditavam que isso seria possível.
Ferrari – Não tem desculpas para a Ferrari em 2016. O presidente Sergio Marchionne deixou claras suas expectativas para a nova temporada: a Ferrari tem que lutar contra a Mercedes pelo título. Confiabilidade será a maior preocupação depois que a Ferrari encontrou vários problemas em Barcelona, mas apesar disso, tudo aponta para uma luta nivelada. A equipe italiana disse que o trabalho feito durante o inverno foi suficiente para atrair a atenção da Mercedes, querendo dizer que alguns passos foram dados com o SFH-16 e o motor italiano. Estes passos precisarão ser suficientes para sustentar a batalha durante as 21 corridas para que a Ferrari possa ter alguma esperança pelo primeiro título desde 2008.
Sebastian Vettel: O Vettel rejuvenescido do ano passado provou que ele é o homem que pode comandar a Ferrari, se a equipe conseguir entregar um carro capaz de lutar pelo título. Um duelo bastante esperado com Hamilton pode estar por vir.
Kimi Raikkonen: Uma sombra de sua antiga personalidade desde que voltou à Ferrari e, provavelmente deve permanecer, pois está entrando em seu último ano na Fórmula 1. Um segundo título parece ser um tiro no escuro – independentemente da competitividade da Ferrari – dada suas lutas com os carros atuais da F1.
Williams – A Williams parece ter atingido um teto de vidro, depois de ter terminado o campeonato de construtores em terceiro por dois anos. Como se trata de uma equipe cliente, é difícil imaginar se sustentar à altura da Mercedes e agora, que Maranello colocou sua casa em ordem, chegar ao pódio é uma tarefa mais difícil. Force India e Toro Rosso parecem ser sérias ameaças, depois do que se viu nos testes em Barcelona, enquanto um motor Renault competitivo poderia certamente colocar a Red Bull na frente da Williams até o final do ano. A equipe caminhou bastante em dois anos, mas um pensamento radical e novos investimentos são necessários para dar o próximo passo.
Valtteri Bottas: Ele foi o assunto da temporada no ano passado e precisa fazer mais contra seu companheiro Felipe Massa, para semear sua reputação de campeão em espera.
Felipe Massa: Sem dúvida, em sua melhor forma, desde seu quase título em 2008, Massa ainda tem potencial de vencer mais, mas não parece que estará em posição de lutar por um campeonato novamente.
Red Bull – É difícil ver a Red Bull competindo por mais que pódios nesta temporada. Mais irritante para a equipe é a perspectiva de terminar atrás da Toro Rosso, pelo menos nas primeiras corridas. A unidade de potência Renault da Red Bull – agora com a marca TAG Heuer – melhorou muito em termos de confiabilidade e facilidade de condução, mas é improvável reduzir significativamente a diferença em relação à Mercedes e Ferrari no início da temporada. A equipe austríaca parece pronta para mais um ano de transição, pois espera que a competitividade do motor equalise seu desempenho e que as regras da F1 ajude a beneficiar a sua aerodinâmica.
Daniil Kvyat: Com boa impressão, após um início devagar na Red Bull em 2015 e por pouco ter conseguido bater Ricciardo no campeonato. Sem dúvida, ele vai continuar progredindo em sua trajetória neste ano.
Daniel Ricciardo: Ele teve que lutar no ano passado para igualar seu desempenho na temporada de 2014, mas continua a ser um dos talentos mais emocionantes na F1. 2016 poderia ser um teste para um lugar mais acima no grid da temporada.
Force India – A Force India tem lutado em um nível acima de sua resistência durante anos e agora, com o novo VJM09, não há dúvida de que vai conseguir repetir o desempenho em 2016. Apesar de, fora das pistas, seus proprietários Vijay Mallya e Subrata Toy continurem notícias por motivos ruins, que deixam duvidoso o futuro da equipe. Aston Martin se afastou de qualquer chance de se envolver neste ano, mas o crescimento contínuo de seus gastos fazem dela uma equipe atraente no caso de seus atuais proprietários possam querem vendê-la. Os testes provaram que o novo carro é confiável e competitivo, o que o torna um candidato a pontos no começo da temporada.
Nico Hulkenberg: Provou seu talento no ano passado com a vitória em Le Mans, mas Hulkenberg permanece na F1 como um dos talentos desperdiçados. É difícil ver para onde ele poderia ir depois da Force India, mas um mercado de pilotos volátil em 2016 pode ajudá-lo a mudar de equipe, se apresentar bons resultados.
Sergio Pérez: Outro caso de potencial desperdiçado. Sua ida para a McLaren em 2013 veio muito cedo em sua carreira e agora ele precisa de algo especial para colocá-lo de volta no radas das equipes de ponta.
Renault – A volta da Renault à F1 será uma maratona, não uma arrancada. Os problemas financeiros da Lotus e sua confirmação de venda tardia tiveram um impacto negativo no começo da Renault neste ano. A nova temporada começa com ganhos adquiridos com sua unidade de potência durante o inverno, mas a equipe ainda está amarrada por uma temporada com resultados mistos. A equipe parece ter um olho nas mudanças do regulamento do ano que vem e já disse que a introdução de um novo pacote de mudanças significantes em 2016 é improvável.
Kevin Magnussen: Merece sua segunda chance no grid mas seu trabalho talvez seja interrompido por não poder tirar o máximo de um pacote que não deve ser competitivo no início do ano.
Jolyon Palmer: Encarou um inverno frustrante e isso pode ter sido prejudicial agora no começo. O piloto provou seu nível em 2014, quando foi campeão na GP2, mas agora enfrenta um companheiro de equipe competitivo, em uma equipe que está se reconstruindo.
Toro Rosso – A Toro Rosso tem potencial para ser o pacote surpresa de 2016. A mudança de motor Renault para Ferrari só vai realçar o quanto é bom o chassi STR11. Nas primeiras etapas, a unidade de potência do ano passado estará próxima aos motores de 2016 e deverá ser assim durante o ano todo. O pacote oferece a oportunidade perfeita para dois jovens pilotos talentosos brilharem, o que coincide com a abertura de mercado de pilotos pela primeira vez em alguns anos. A permanência a longo prazo da equipe nâo é tão certa, devido à perda do investimento de Abu Dhabi, mas é a escolha óbvia que a Alpha Romeo deve considerar, caso decida voltas à categoria.
Max Verstappen: Sem dúvida o piloto de mais destaque no grid da última temporada, Verstappen está à beira de conseguir algo bem especial na Fórmula 1.
Carlos Sainz Jr. : Seu talento foi ofuscado no ano passado pela falta de confiabilidade e pelo desempenho de destaque de seu companheiro de equipe. Espera-se que brilhe neste ano.
Sauber – Não é, seguramente, um início de 2016 ideal para a Sauber, depois de atrasar a apresentação do C35; não conseguir pagar seu staff em fevereiro e depois romper com o chefe técnico Mark Smith, dias antes do início do campeonato. A equipe vai se esforçar muito para fazer atualizações durante 2015 e há pouco para se pensar que a situação será diferente neste ano. As melhorias feitas pela Ferrari serão muito bem-vindas para a equipe suíça, mas a chegada da Haas e os novo motores Mercedes para a Manor fazem com que a perspectiva da Sauber seja de estar atrás em 2016.
Felipe Nasr: Perde-se um pouco no ano passado depois de ter um início de temporada impressionante como estreante e deve surpreender novamente, se tiver aprendido com os erros de 2015.
Marcus Ericsson: Depois de um início instável, melhorou em 2015, insistiu e se transformou em um dos pilotos que impressionaram, mas o sueco ainda precisa provar a si mesmo que é alguém com um futuro a longo prazo na F1, depois de duas temporadas não espetaculares.
McLaren – A McLaren não pode se permitir repetir um 2015 neste ano, mas os testes deram a entender que progressos foram feitos. Esperar que a McLaren esteja pronta para lutar por pódios e vencer nesta temporada é otimismo, mas passos precisam ser dados durante a temporada. Muito do progresso virá do fornecedor de motor, a Honda, e mudanças substanciais já foram feitas desde o final de 2015, mas ainda há um longo caminho antes da McLaren mostrar seu verdadeiro potencial, pois parte do marco zero do pacote que a Honda V6 turbo oferece. Após duas semanas de tempos imprecisos em Barcelona, descobrir aonde a McLaren vai se encaixar no pelotão é a questão mais intrigante até a classificação em Melbourne.
Fernando Alonso: Mais um ano se inicia e Alonso ainda não tem um carro capaz de lutar pelo terceiro título que ele tanto deseja. Fora Mercedes e Ferrari, a McLaren ainda é sua melhor aposta no sucesso no campeonato.
Jenson Button: Button viu o primeiro declínio da McLaren desde que entrou para a equipe em 2010. Ele precisa ver uma reviravolta logo, para continuar comprometido com a causa.
Manor – Durante o inverno, a Manor esteve focada em acabar com as expectativas que vieram junto com sua unidade de potência da Mercedes. A equipe fez grandes progressos nos testes, mas ainda deixou Barcelona com pouca quilometragem. Este campeonato já é certo de ser dia e noite, se comparado com 2015, que foi apenas uma questão de sobrevivência, mas a transição para o pelotão do meio vai levar muito mais que um acordo novo de motor e oito dias de teste. A Manor recusou sua relutância em introduzir um nariz mais curto, mas tudo vai depender das questões financeiras durante o ano.
Pascal Wehrlein: Grandes coisas são esperada pelo jovem piloto “protegido” da Mercedes e ele espera pelas chances de atingir as expectativas de Toto Wolff em uma equipe rejuvenecida.
Rio Haryanto: Erros nos testes de inverno destacaram inexperiência. O piloto tem muito o que provar, depois de ter conseguido seu assento com uma grande quantia de dinheiro, depois de uma carreira na GP2 sem muitas emoções.
Haas – Entrar para a Fórmula 1 como uma nova equipe nunca foi fácil, mas a Haas já conseguiu entrar no ritmo. na segunda semana de testes. com uma série de questões de confiabilidade. Terminar a primeira corrida com os dois carros será uma conquista, mas não se espera que a equipe fique no pelotão de trás por muito tempo. O carro tem desenvolvimentos interessantes e é beneficiado por ter tido tempo ilimitado do uso do túnel de vento e para desenvolvimento no ano passado. A Haas tem todos os ingredientes para ser uma equipe bem sólida do meio do grid, mas vai levar um tempo para aperfeiçoar a receita.
Romain Grosjean: Com 29 anos de idade, Grosjean não pode ser chamado de jovem e nem de revelação, mas os melhores dias de sua carreira ainda estão por vir.
Esteban Gutierrez: Não se pode esquecer de suas performances na Sauber. O mexicano tem potencial para brilhar, agora que tem uma segunda chance na F1.
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