21/04/15

As faíscas, uma nova atração da Fórmula 1

Faíscas

Além das luzes dos mais de 500 pontos de iluminação, o circuito de Sakhyr, no Bahrein, apresentou uma novidade: a visão noturna das faíscas que saiam dos carros, uma atração à parte, que despertou a curiosidade de quem acompanhou a quarta etapa da temporada.

“Por que soltam faíscas?”

Com certeza mais de uma pessoa fez essa pergunta durante o fim de semana do GP do Bahrein. A explicação é fácil: a fim de aumentar o espetáculo e atrair mais fãs, a FIA decidiu que as equipes colocassem uma placa de titânio no assoalho de seus carros para, quando tocassem o asfalto, produzindo essas faíscas que já haviam sido vistas nas corridas anteriores, mas ficaram mais  vistosas e chamativas no GP do Bahrein.

Nos anos 80 e 90, essas faíscas eram comuns devido à pouca altura dos fórmulas em relação ao solo, com o objetivo de aproveitar ao máximo a aerodinâmica. Em circuitos sinuosos, os carros, com tanque cheio produziam esse efeito ao tocar o asfalto. Em meados da década de 90, por segurança e pelo fato de o contato com o asfalto provocar perda de aderência, a FIA introduziu várias medidas para impedir acidentes, que acabaram com essas faíscas;.

Com o objetivo de devolver o espetáculo à Fórmula 1, assim como a “trombeta” colocada no carro da Mercedes no ano passado a fim de aumentar o barulho do motor, também foram feitos testes durante os treinos da Áustria com uma placa de titânio colocada no fundo do carro de Kimi Raikkonen e Nico Rosberg, para que eles, ao tocarem o asfalto, produzissem as típicas chispas. A FIA gostou da ideia e do resultado e, como visto no Bahrein, trouxe de volta esse “show” à F1.