Fernando Alonso, acredita que ficou mais fácil seguir os carros que vão à frente com o regulamento de 2022, mas defende que as ultrapassagens ainda serão difíceis nesta temporada da Fórmula 1. “Seguir outro carro está mais fácil agora. Mas ultrapassar não está tão fácil quanto parece na televisão”, afirmou o piloto da Alpine
O novo regulamento técnico, que focou no downforce gerado pelo assoalho, tinha como objetivo facilitar para que os carros ficassem no trilho do que vem à frente nas curvas, graças à redução do ar turbulento.
Enquanto vários pilotos relataram após o GP do Bahrein que está mais fácil seguir o carro da frente, Alonso diz que ainda não está confirmado que as ultrapassagens serão mais fáceis. Ele sugere que os pilotos ainda precisarão de uma diferença significativa de velocidade para executarem as manobras, o que é o caso quando há uma grande diferença nas condições dos pneus dos dois carros.
“Seguir é mais fácil. Pudemos ver isso já nos testes, mas a ultrapassagem ainda não é tão fácil quanto parece na TV. Acho que as ultrapassagens que vimos hoje se deram porque um carro tinha mais ritmo que o outro com os pneus macios. Eu vi carros que estavam dois segundos mais lentos que eu e fiz a manobra em algumas curvas. Vi o contrário também. Acho que o pneu é o principal fator de diferenciação, não seguir o outro carro. Então precisamos ver, precisamos de mais corridas”.
Segundo Alonso, os pilotos e fãs da F1 simplesmente precisam se adaptar aos carros mais pesados da nova geração.
“Quando o carro pesa 60kg a mais, tudo parece em câmera lenta. Quando nós fizemos a exibição com o R25 (de 2005) dois anos atrás, pareceu muito rápido na televisão porque ele era leve e reativo. Quanto maior o peso, menor a sensação de velocidade na televisão. Mas o cockpit foi reforçado após o acidente de Grosjean e o motor agora usa um combustível mais sustentável. Talvez em alguns meses nós não lembraremos da antiga geração d
Esteban Ocon, companheiro de Alonso na Alpine, acredita que o novo regulamento é um passo na direção certa, mas também aponta que o vácuo e o DRS são menos potentes nessa nova geração.
“O DRS é menos poderoso e o vácuo no geral também é. Acho que é possível ultrapassar, você pode seguir mais do que antes. E o carro é menos afetado, então isso é um passo na direção certa, mas ainda afeta um pouco. Mas isso também reduziu o efeito de vácuo, bastante. Acho que o que torna mais fácil de passar é a diferença nos pneus”.
Lando Norris que esperava mais das novas regras, apesar de ter sofrido no geral com um carro que perde downforce em momentos importantes.
“Foi difícil. Não foi tão bom quanto esperava, o que é frustrante. Quando você se aproxima, ainda escorrega tão fácil quanto antes, e perde a dianteira. Diria que é um pouco melhor, mas ainda se perde muito downforce. Talvez não tanto quanto todos esperavam”.
Com informações de https://motorsport.uol.com.br/f1 e
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