Fernando Alonso foi o mais rápido no dia chuvoso do primeiro teste da intertemporada da F1, hoje, no circuito de Silverstone. O tempo do piloto da McLaren, de 1m31s390, obtido pela manhã, com pneus supermacios, foi 1s5 melhor do que o do segundo colocado, Esteban Ocon, da Mercedes, e três segundos à frente do resto do campo. À tarde, com a chuva caída cinco minutos antes do reinício do treino, os pilotos tiveram de usar pneus para pista molhada ou intermediários e ninguém conseguiu melhor o tempo.
A volta de Alonso foi quase meio segundo mais rápida do que sua melhor volta de classificação no sábado, que foi de 1m31s740, na Q2. O espanhol usou uma abundância de chuva e, apesar das condições difíceis, quebrou a barreira das 100 voltas, totalizando 105 em todo o dia.
Ocon dirigiu o W07 pela primeira vez e, em manhã muito produtiva, completou 80 voltas. O francês correu bastante no molhado e, na sessão da tarde, completou 123 voltas, a maior milhagem entre todos os pilotos.
O piloto que esteve menos tempo na pista foi Charles Leclerc na Ferrari. O líder do campeonato da GP3 completou apenas 17 voltas na sessão da manhã e conseguiu apenas uma volta com pneus de chuva completos logo após o almoço. A Force India foi uma das equipes que usaram os pneus macios durante a sessão da manhã, com o russo de 17 anos Nikita Mazepin fazendo sua estreia F1. Mazepin fez uma sólida primeira sessão, com o seu melhor tempo deixando-o quinto a apenas 0.088s do colo de Lynn, mas não correu na pista molhada.
Carlos Sainz, um dos quatro pilotos titulares que participaram do treino _ ao lado de Alonso, Rio Haryanto e Pascal Wehrlein, no caro Mercedes de 2014, foi o sexto mais rápido. Ele focou em corridas com pneus médios na parte da manhã, quando completou 77 voltas. À tarde. Sainz deu mais 14 voltas com pneus de chuva, antes de deixar a pista mais cedo.
Pirelli está testando compostos para 2017 compostos _ não em tamanhos – com Wehrlein dirigindo o Mercedes W05 durante os dois dias de testes. O teste Pirelli é cego, o que significa Wehrlein e a equipe não têm conhecimento de que pneus protótipo eles estão usando, e ele ficou meio segundo atrás do terceiro colocado, Alex Lynn no final da sessão da manhã. O alemão não correu à tarde porque a Pirelli levou para os testes apenas pneus lisos.
A sessão da tarde foi interrompida por bandeira vermelha, devido a detritos na pista. Em condições de chuva e um pouco de vento, um grande pedaço de madeira caiu do pórtico luminoso do início da reta dos boxes e ficou estendido ao lado da pitwall, interrompendo o treino até ser removido.
A classificação final do treino foi esta:
1 – Alonso – McLaren – 1m31s290 – 105 voltas
2 – Esteban Ocon – Mercedes – 1m32s833 – 123
3 – Alex Lynn – Williams – 1m34s433 – 54
4 – Charles Leclerc – Toro Rosso – 1m34s446 – 19
5 – Nikita Mazepin – Force India – 1m34s521 – 35
6 – Carlos Sainz – Toro Rosso – 1m34s643 – 91
7 – Santino Ferrucci = Haas – 1m34s866 – 55
8 – Pascal Wehrlein – Pirelli – 1m34s982 – 48
9 – Rio Haryanto – Manor – 1m35s631 – 63
10 – Sergey . Sirotkin – Renault – 1m36s575 – 48
11 – Pierre Gasly – Red Bull – 1m43s891 – 50
Rosberg pode ter de trocar caixa de marcha
Nico Rosberg vai ter que esperar até a próxima semana, em Budapeste, para saber se terá que ter uma nova caixa de velocidades para o Grande Prêmio da Hungria, em consequência dos problemas surgidos em Silverstone. O alemão sofreu uma falha seis voltas antes da bandeira quadriculada no GP da Inglaterra, quando seu câmbio ficou preso na sétima marcha. As instruções do pitwall, pelo rádio o ajudaram a resolver os problemas, mas ele sofreu 10 segundos de penalidade, por desrespeitar as regras sobre comunicação com a equipe.
Rosberg já tinha sofrido uma penalidade com perda de posições no grid, por mudança da caixa de velocidades durante o Grande Prêmio da Áustria, depois de uma falha na suspensão que o mandou às barreiras. Se a nova caixa, que deveria durar cinco corridas, tiver que ser trocada, o piloto deverá sofrer uma nova punição, com perda de 5 posições no grid de Hungaroring, um circuito onde as ultrapassagens são muito difíceis.
De acordo com as regras da Fórmula 1, quando uma caixa de velocidades é utilizada pela primeira vez, a FIA coloca um selo, para que se assegure que não há partes móveis significativas que possam ser reconstruídas ou substituídas. Isto significa que a Mercedes não será capaz de fazer verificações detalhadas até chegar à Hungria na próxima semana. Lá, sob a supervisão da FIA, mudanças de engrenagens e anéis podem ser feitas por outros de especificações idênticas.
Imprensa italiana vê crise na Ferrari
A imprensa italiana acha que a Ferrari entrou num novo período de “crise”. Depois de aparentar vir a ser uma desafiante à Mercedes em 2016, a equipe de Maranello caiu claramente e está atrás da Red Bull em termos de desempenho e confiabilidade.
E a imprensa italiana pergunta o que deu errado.
“Uma pergunta é se decisões precipitadas, como a demissão do grande especialista em aerodinâmica Nicholas Tombazis, foram corretas”, indaga a Gazzetta dello Sport.
Corriere dello Sport acrescenta: “Vettel não pode fazer muito com um carro lento.”
E La Republica diz: “A crise da Ferrari está se aprofundando e até mesmo a Red Bull, agora, navega na frente. O desempenho de Maranello foi tão cinzento como o céu acima de Silverstone.”.
Mas o chefe Maurizio Arrivabene indicou já esperar que o desempenho da Ferrari seria pior no layout britânico.
“Nós viemos sabendo que não iríamos encontrar uma pista fácil para as características do nosso carro, embora saibamos que para estar no topo você não pode ter circuitos difíceis”, reconheceu.
Também há críticas sobre a visão de Ferrari quando se trata da escolha de pilotos, com talentos mais jovens, como Sergio Perez, ignorado, em favor de Kimi Raikkonen.
“Sim, é uma pena que nenhum dos jovens estejam recebendo uma oportunidade, mas sabemos porquê, não é?”, disse uma fonte próxima a Arrivabene ao jornal The Times. “Sebastian é a razão”, concluiu.
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