13/06/14

Adrian Newey teme pelo futuro da Fórmula 1

Adrian Newey, que projetou os quatro carros da Red Bull com os quais Sebastian Vettel tornou-se tetracampeão mundial, diz temer pelo futuro da Fórmula 1, se as regras sobre o desempenho dos motores foram mantidas.  Segundo Newey, a categoria sofrerá “grave risco”, se o regulamento sobre igualdade de desempenho não for mudado. Ele acha que o congelamento do desenvolvimento dos motores vai privilegiar uma das construtoras (seria a Mercedes) e isso provocaria o afastamento das montadoras menores.

Depois de assinalar que o congelamento progressivo nos próximos 18 meses pode dar vantagem a uma fábrica , “como acontece no momento”, Newey pergunta se a vantagem mantida cada vez por mais tempo não vai fazer as outras construtoras desistirem da F1.

As fornecedoras de motor tiveram de homologar as unidades de força no início deste ano e as modificações somente são autorizadas em caso de problemas de confiabilidade. No entanto, desde a pré-temporada, as regras permitem que as fabricantes reparem certas peças a fim de garantir a competitividade dos motores para a temporada 2015. Porém, o desenvolvimento dos componentes será bloqueado, nos próximos 18 meses, reduzindo o espaço para desenvolvimento.
Segundo o projetista, o congelamento do motor V8, que era usado na F1, funcionou bem porque não havia uma diferença muito grande de desempenho no momento em que foram homologados.

 

Briatore não gosta da nova Fórmula 1

 

Flávio Briatore, ex-chefe da equipe Renault, banido da categoria, diz estar insatisfeito com a “essa nova Fórmula 1”. “Não é a nossa Fórmula 1”, afirma, referindo-se aos carros “que não fazem barulho”, aos pilotos que têm de se preocupar em economizar combustível e a falta de ultrapassagens.

“Não é mais um esporte de gladiadores, é um esporte de contadores”, ironiza Briatore.

O ex dirigente  também disse que a Ferrari “está em uma crise profunda e perdeu a chance de recuperação”, por causa de sua localização:

“Maranello não é, definitivamente, o centro do mundo da tecnologia, que é a Inglaterra”, pontificou.