12/12/21

A Mercedes contesta a classificação final

Logo depois da corrida em Abu Dhabi, a Mercedes protocolou um protesto contestando a classificação final da temporada da Fórmula 1 alegando quebra do Artigo 48.8 e do Artigo 48.12 do Regulamento Esportivo da FIA de 2021.  O protesto foi rejeitado pela direção da corrida, mas a equipe alemã apelou da decisão e essa segunda tentativa também foi frustrada pela FIA

Pelo menos eles concluíram a primeira etapa do procedimento que lhes permitiria apelar. De acordo com os regulamentos, para ter o direito de apelar, deve-se, primeiro , apresentar a intenção de apelar. Isso é o que a Mercedes fez. Eles agora têm 96 horas para decidir se devem prosseguir com o processo e apelar formalmente contra a decisão dos comissários em relação ao procedimento durante o safety car.

“Apresentámos a nossa intenção de recorrer da decisão dos comissários, nos termos do artigo 15º do código desportivo e do artigo 10º das regras judiciais e disciplinares”, afirmou Mercedes.

A Mercedes contestou o resultado da corrida com base no primeiro trecho do regulamento o qual indica que o carro de segurança deve sair da pista na volta que sucede o momento em que os retardatários ultrapassaram o líder. O safety car saiu na volta 57 de 58, quando apenas cinco pilotos (Lando Norris, Fernando Alonso, Esteban Ocon, Charles Leclerc e Sebastian Vettel) receberam autorização para passar.

Já o segundo trecho indica a proibição de ultrapassar com o safety car na pista, o que a Mercedes alega que Verstappen fez.

Inicialmente o diretor de prova Michael Masi disse que os cinco pilotos retardatários que estavam entre Hamilton e Verstappen não seriam autorizados a ultrapassar o Safety Car. A RBR questionou esta decisão, e Masi então autorizou que os carros que geravam esse tráfego ultrapassassem, deixando os dois pilotos que lutavam pelo título da temporada livres para uma disputa franca.

O Artigo 48.12 do Regulamento Esportivo da F1 determina também que o safety car deve se retirar na volta que suceder o realinhamento dos carros, o que não foi feito e gerou o protesto da Mercedes.

Verstappen havia trocado os pneus por compostos macios e estava preparado para ir para o tudo ou nada sobre Hamilton, que usava pneus duros e já desgastados por ter feito apenas uma parada nos boxes. Quando a relargada foi autorizada, Verstappen estava praticamente roda a roda com o rival. Na curva 5 o holandês fez a investida e tomou a dianteira, que manteria até a bandeirada final.

O que diz o Artigo 48.12:

“Se o diretor de prova considerar seguro fazê-lo, e a mensagem “carros retardatários podem agora ultrapassar” for enviada a todos os competidores através do sistema oficial de mensagem, qualquer carro que tiver sido ultrapassado em uma volta pelo líderes serão requisitados a ultrapassar os carros na volta de liderança e o Safety Car.

Isso se aplicará apenas aos carros que foram ultrapassados no momento que cruzaram a linha ao fim da volta durante a qual eles cruzaram a primeira linha do Safety Car pela segunda vez após o Safety Car ter sido acionado.

Tendo ultrapassado os carros na volta do líder e o Safety Car, esses carros devem então seguir na pista em velocidade apropriada, sem ultrapassar, e fazer todo o esforço para se reposicionarem no fim da linha de carros atrás do Safety Car.

Enquanto eles estiverem ultrapassando, para assegurar que tudo seja feito com segurança, os carros na volta da liderança precisam sempre ficar na linha de corrida, a não ser que manter-se nela seja inevitável. A não ser que o diretor de prova considere que a presença do Safety Car ainda seja necessária, uma vez que o último carro retardatário tenha passado o líder o Safety Car retornará aos boxes no fim da volta seguinte. Se o diretor de prova considerar que as condições da pista são inadequadas para ultrapassar, a mensagem “ultrapassagem não será permitida” será enviada a todos os competidores através do sistema oficial de mensagens.”

(Com https://ge.globo.com/motor/formula-1/ e soymotor.com)