O empresário Tony Fernandes negou que o Grupo Caterham, que inclui a equipe de Fórmula 1, e do qual é copresidente, esteja à venda, ao contrário do que informava o noticiário da manhã, procedente da Malásia. Um comunicado distribuído nesta terça-feira à tarde, diz que o relato é “factualmente incorreto” e reiterou os compromissos do grupo.
” O Grupo Caterham não está à venda. Nós amamos o que construímos e estamos sempre à procura de novos investimentos. Isso não é diferente de como nós começamos a AirAsia . Sim, estamos constantemente nos desafiando e tomar decisões sobre tudo, desde a estrutura de projetos do Grupo. Isso é um negócio normal. Isso não significa que nós estamos vendendo . ”
As informações divulgadas pela manhã diziam que a Caterham, inclusive a escuderia da Fórmula 1, estaria sendo oferecida por 300 milhões de dólares, segundo publicações da mídia da Malásia. A noticia não causou surpresa porque a diminuição do interesse de Fernandes pela F1 já era conhecida há muito tempo e sua atenção estaria mais voltada para o time do QPR (aquele em que Júlio Cesar jogou), que subiu para a Premier League do futebol inglês, no último fim de semana.
A paciência de Fernandes teria se esgotado. Há três meses, ele disse que se a equipe se mantivesse lá trás, não continuaria. “Depois de cinco anos sem marcar pontos, há um limite para a paciência, para o dinheiro. Se nós estamos participando de todas as corridas e estamos dois segundos atrás dos outros, não fizemos nenhum progresso.Se não estamos competindo,temos que examinar seriamente se isso faz sentido”, declarou o empresário. E o humor de Fernandes deve ter piorado depois de a Marussia ter conquistado seus primeiros pontos em Mônaco, justamente na corrida em que a Caterham obteve a sua melhor colocação até agora, o 11º lugar.
Ao tomarem conhecimento da primeira informação, especialistas alertaram que, diante do clima econômico, seria muito difícil, a Fernandes encontrar um comprador para a Caterham. Flavio Briatore, ex Benetton e Renault, apontado como possível interessado na equipe, descartou essa possibilidade:“Prefiro ficar com os meus milhões.Não estou interessado em comprar qualquer time que esteja perdendo dinheiro”.
Eddie Jordan sugere a venda da Sauber
Eddie Jordan teria pedido a Peter Sauber que seguisse o seu exemplo e vendesse a sua equipe da Fórmula 1. Jordan, atualmente comentarista técnico da TV inglesa, disse que vender a sua equipe, que hoje se chama Force India, foi a melhor decisão da sua vida: “Desde então, tenho apreciado todos os dias da minha vida”, desabafou o irlandês.
“Sauber está numa crise maior do que as que tive, e eu sempre torci por ele (Peter Sauber) o cara mais honesto no paddock. Mas é obvio que chegou a um ponto em que ele não pode continuar assim. Antes que o dano seja ainda maior, a melhor solução seria vender a equipe”, explicou Jordan.
Mercedes também fez oferta por Newey
Não só a Ferrari, mas também a Mercedes estaria interessada na contratação do projetista Adrian Newey. Helmut Marko, consultor da Red Bull, revelou ao jornal Kleine Zeitung que algumas equipes rivais estão oferecendo pagar o dobro para levar gente da equipe e Newey é o principal alvo. O dirigente diz ter recebido uma oferta de boca do presidente da Mercedes, Niki Lauda.
Em Mônaco, Marco Mattiacci negou que tenha oferecido dezenas de milhões de dólares a Newey, mas Marko revelou que o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, foi a Barcelona, duas semanas atrás, para apresentar a sua oferta.
O aumento dos rumores sobre a possível saída de Newey levou a Red Bull a emitir um comunicado em que o projetista se diz comprometido coma Red Bull “para o futuro previsível”.
Massa diz que Mônaco foi menos difícil
Felipe Massa admitiu que não encontrou no GP de Mônaco tantas dificuldades quanto esperava. O piloto previa a corrida como a mais difícil da temporada, por causa da exigência de mais torque do motor e menos aderência. O incidente com Daniil Kvyat e a queda para a 16ª posição no grid pareciam confirmar essas previsões negativas, mas na pista, isso não aconteceu.
“Eu esperava que Mônaco fosse mais complicado. Foi melhor do que o esperado. Eu pensei que ia ser muito difícil, com mais torque, mas isso não foi problema”, disse o piloto depois da corrida.
Dando seu pitaco na briga entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg, Massa disse que o alemão ganhou não só na pista, mas também na disputa mental. Ele acha que a reação de Hamilton foi uma grande vitória do alemão.
Rememorando campeonatos anteriores, Massa disse ao site Totalrace que Hamilton “é um cara que precisa ser perfeito no lado psicológico, caso contrário, há chance de ele errar”. E explicou não achar que Rosberg tenha errado de propósito na classificação em Mônaco, “mas, sem dúvida, é algo que poderia prejudicar Hamilton no lado psicológico e acabar sendo bom para Rosberg”.
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