Ainda na década de cinquenta, precisamente em 1956, a abertura para que as montadoras estrangeiras instalassem suas fábricas no Brasil, deu um fôlego ainda maior para o automobilismo esportivo. As corridas ganhavam um novo panorama.
Várias competições foram criadas exclusivamente para os carros nacionais, como as 24 Horas de Interlagos. Dessas provas longas e de muita resistência, as montadoras retiravam subsídios para aprimorar seus carros que rodavam pelas ruas das cidades brasileiras.
Eram os tempos em que as fábricas criaram seus departamentos de competições e as corridas ultrapassaram os limites do autódromo de Interlagos e se espalharam por todo o Brasil. De norte a sul, o público vibrava com os pegas sensacionais entre os Gordini e as berlinettas da equipe Willys, os DKW da Vemag, os JK da Fábrica Nacional de Motores e os carros da Simca. Naquela época, e foi assim por muito tempo, não havia fim de semana sem as emoções das corridas.
Mas, as corridas brasileiras quase chegaram ao fim, em junho de 1976. A crise do combustível tomara o mundo de assalto e o governo decidira proibir as competições para poupar gasolina. Pilotos e chefes de equipe receberam a notícia nos boxes do autódromo de Brasília, quando preparavam os carros que iriam largar na 12 Horas. Aquela prova, em um domingo, seria a última a ser realizada. Na segunda-feira, o silêncio cobriria todos os autódromos do país. Mas quando se descobriu que as corridas consumiam apenas o que um posto de gasolina vendia por mês, a proibição foi levantada. As competições voltaram com grandes restrições, porém. As provas longas e os treinos livres deixaram de existir e as federações estaduais passaram a receber cotas determinadas de combustível.

