A paixão pelo automóvel motivou o francês André Citroën a escolher o carro como produto de sua fábrica, que durante a I Guerra Mundial produzira apenas armamentos. O primeiro carro Citroën foi apresentado em junho de 1919, em Paris. O tipo A foi o primeiro carro projetado para produção em série na Europa baseado em métodos americanos de organização, que possibilitava a produção com baixo preço. O Citroën A caracterizava-se por ser um carro de turismo com motor dianteiro de 4 cilíndros em linha e 1327 cc e tração dianteira. No ano seguinte, a fábrica lança o modelo B 2, com chassi do tipo A, que logo conquistou a preferência dos motoristas de táxi de Paris.
Mais um ano e mais um modelo é lançado pela Citroën. Em 1922 aparece o tipo C que fica conhecido pela cor amarelo-limão e ganha diversas versões ao longo dos anos.
Para divulgar a marca e a qualidade mecânica de seus carros, André Citroën organiza a primeira de várias expedições pelo mundo. O primeiro desafio foi atravessar o deserto do Saara a bordo de carros Citroën B 2. Os participantes saíram de Tuggurt, nordeste da Argélia, em dezembro de 1922, e chegaram a Tombuctu, centro do Mali, em março de 1923.
Depois desta aventura outras foram organizadas pelo empresário pela África, Ásia Central e Canadá. As expedições de Citroën aconteceram durante 11 anos e o êxito alcançado ajudou a aumentar a produção e e diversificar os modelos da empresa. Entre 1925 e 1927 foram lançados os modelos B 12,B 14 e B 15.
Já em 1929 a Citroën era a mais importante fábrica de automóveis da Europa, com 450 mil veículos em circulação. Nesse ano a empresa lança o C 4 com motor de 4 cilíndros e o C 6, com 6 cilíndros. A produção não pára e na seqüência vem o C 4G e o C 6G. Em 1932, é lançado o modelo Rosalie, que deu início a uma nova linha de produção da empresa e ganhou diversas versões.
No ano seguinte a Citroën começa a desenvolver o projeto de um carro para competir com sua principal concorrente, na época, a Renault. Em 1934, a Citroën apresenta o modelo 7 CV Traction Avant (tração dianteira), com várias inovações técnicas. Por causa do lançamento da série 7 CV a empresa passa a lidar com dificuldades financeiras que levam à decretação da sua falência.
Foi neste período que a Michelin, empresa produtora de pneus adquire 60% das ações da Citroën assumindo o controle acionário e afastando seu fundador, André Citroën. Com uma administração moderna, a Michelin consegue reerguer a Citroën, dando continuidade a produção e desenvolvendo novos modelos.
Em 1936, a empresa começa a estudar projetos de carros populares, chegando ao pequeno 2 CV de tração dianteira. A II Guerra Mundial, porém, interrompe o processo de lançamento do 2 CV que só reapareceria em 1948 com várias versões.
Entre 1955 e 1965 a Citroën absorve outra famosa empresa de automóveis , a Panhard et Levassor e inicia a produção da linha DS e ID. Os Ds, em suas várias versões ganham o primeiro prêmio na Bienal de Arte Moderna de Milão e no campo esportivo algumas vitórias na categoria de rallys.
A partir de 1967 a Citroën, depois da absorção total da Panhard et Levassor, passa por nova reformulação na área administrativa com o objetivo de racionalizar as atividades de pesquisa, industrialização e produção. Nesse ano surge um novo modelo, o Dyane, caracterizado pelo conforto interno. Nessa época, também, as linhas DS e ID sofrem modificações e uma nova versão, Pallas, um carro luxuoso de 4 cilíndros.
Além da Panhard et Levassor, em 1968 a Citroën obtém, também, o controle da Maserati, conhecida fábrica de Módena, na Itália lançando um carro para auto-estradas, o SM ou Citroën Maserati que chegava a atingir 230 km por hora. Em 1970 Citroën e a Fiat italiana fazem um acordo de cooperação técnica e financeira aumentando sua importância no cenário automobilístico.Tal acordo, porém, dura apenas 3 anos. Em 1973, as duas empresas deixam de trabalhar juntas. Em 1974 o governo francês promove a fusão entre a Citroën e a Peugeot.
