16/05/15

“Reabastecimento torna corrida imprevisível”

Reabastecimento

Para o repórter Lan Parkes, do site Autosport.com, o Grupo de Estratégia da FIA aprovou a volta do reabastecimento para “injetar um grau extra de imprevisibilidade de volta às corridas”.

“Atualmente”, diz ele, “com o pit stop só para a troca de pneus, sabemos quais os compostos disponíveis antes de uma corrida; em qualquer momento sabemos que composto o piloto está usando e, na maior parte do tempo, sabemos quanto tempo ele vai durar e quando ele terá de ir aos boxes novamente. O reabastecimento joga elementos desconhecidos, como quanto de combustível tem o carro, na largada, e quando o piloto faz o pit stop, quanto mais de combustível ele leva a bordo.”

Parkes acha que será notável se as equipes conseguirem fazer pit stops em menos de três segundos, como agora, quando tiverem que reabastecer e trocar pneus ao mesmo tempo. Assim como outros colegas do site, Parkes discute o problema da segurança durante o processo de reabastecimento, lembrando quando, no GP de Cingapura de 2008, Felipe Massa, na Ferrari, saiu arrastando a mangueira de combustível presa no seu carro. Ben Anderson, outro repórter do site, acha que os pit stops serão muito mais perigosos e se diz surpreso pelo fato de a FIA ser a favor deles. Lawrence Barreto também acha que o reabastecimento vai trazer de volta os custos do transporte de equipamentos e, “inevitavelmente”, perigo ao pit stop.

Anderson considera a volta do reabastecimento uma ideia estranha, pois deixará os fãs confusos a respeito das paradas, mas admite que vai ajudar as equipes a fazerem carros mais rápidos, mais leves a cada stint.  Na opinião dele, o reabastecimento poderia reduzir o tempo de volta em “cinco ou seis segundos”.

Lawrence Barreto acha que a busca de modelos de carros mais agressivos é uma coisa boa das decisões do Grupo de Estratégia, pois a F1 precisa voltar a uma época em que jovens queriam colocar cartazes nas suas paredes, porque os “carros eram legais”.