23/06/14

Red Bull cobra mais rendimento da Renault

“Isso precisa mudar!”

Depois do abandono de Sebastian Vettel e do 8º lugar de Daniel Ricciardo no GP das Áustria, Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, criticou a falta de confiabilidade e desempenho dos motores da Renault.

“Nossa situação atual é frustrante. Temos tido grande sucesso coma Renault, ganhamos todas as corridas, todos os campeonatos. Mas a situação atual não pode continuar. A confiabilidade é inaceitável; o desempenho é inaceitável. Isso precisa mudar, não pode continuar. Não é bom para a Renault ou para a Red Bull”, disse Horner.

Embora nos bastidores da corrida de Spielberg tenham corrido rumores de que a Red Bull estaria perto de desistir da parceria com a fábrica francesa, as declarações de Horner parecem negar essa possibilidade.

“Não é problema nosso, nossa responsabilidade. Somos o usuário final e estamos frustrados de não estarmos no novel em que deveríamos estar. Mas temos de trabalhar juntos, como parceiros. Não haverá nenhum outro motor em nosso carro na próxima temporada, mas temos que ser mais competitivos e lutar na linha e frente”, afirmou o dirigente da Red Bull.

O consultor da Mercedes, Helmut Marko, também considerou o rendimento dos motores Renault, em seu circuito “absolutamente desastroso” e Sebastian Vettel escreveu que não é preciso ser um gênio para perceber a improbabilidade matemática de uma campanha bem sucedida neste ano.

Rémi Taffin, chefe e operações de pista da Renault admitiu que eles tiveram um fim de semana muito difícil e não soube explicar por quê: “O problema pode ter-se originado em nosso software, mas também pode estar ligado a outros sistemas do computador do carro”. Alain Prost, consultor da Renault, concorda com Christian Horner. “Isso não parece bem e eu sei que algo deve mudar”, declarou à revista noticiosa alemã Der Spiegel.

Os boatos que circularam pelo paddock do Red Bull Ring diziam que a equipe austríaca estaria em negociações com as empresas PANKL e AVL para construir para ela um motor sob medida para a F1. Mas as mesmas fontes indicavam que um projeto como esse teria de começar imediatamente, para estar pronto até 2016, quando vence o contrato da Red Bull com a Renault.

 

Vettel fez uma “retirada tática”

O abandono de Sebastian Vettel na corrida da Áustria foi uma “retirada tática”, a fim de poupar quilometragem do motor.

“Fizemos isso para manter a quilometragem do motor”, explicou Christian Horner. “Obviamente, os motores são bastante limitados  este ano e isso nos dá oportunidade de correr um pouco mais nas sextas-feiras. Foi uma “retirada tática”, tudo dentro da lei. Com uma volta e meia atrás, não fazia sentido colocar quilometragem no motor”.