O Autódromo Nacional de Monza, o mais antigo da Europa (1922), ao lado de Terramar Barcelona (1923) e Nürburgring (1927) prepara mudanças muito importantes para comemorar o seu centenário, em 2022.
O projeto prevê a inversão de 100 milhões de euros, numa remodelação total que afetará a pista, as zonas de escape, os acessos e a tribuna principal, segundo adianta La Gazzetta dello Sport.
O novo traçado teria 12 metros, no mínimo, em todos os seus pontos, além de eliminar uma das primeiras variantes, a 1ª chicane, Ada Roggia, com o que acentuaria sua condição de pista mais rápida da F1, onde se alcançam velocidades superiores da 360 km/h.
Haverá também a recuperação do raio da segunda curva Lesmo, uma modificação feita em 1994, por questão de segurança, depois da morte de Ayrton Senna, em Ímola, meses antes. Essa variação, no entanto, obrigaria ampliar a área de escape e cortar algumas árvores, o que, juntamente com a ampliação da zona subterrânea, para separar as vias de pedestres das de carros e caminhões, exige um acordo com o Consórcio de Parques e com os municípios de Milão e Monza e a Região da Lombardia, donos da área.
“Este é um trabalho que já podemos fazer em 2019. O acordo, que inclui o aluguel pago anualmente pela sociedade que controla o circuito vence em dois anos. Buscamos um acordo de longo prazo que justifique o investimento. Em setembro houve uma reunião e todos ficamos de acordo, mas, passados três meses, o único sinal concreto que recebemos foi uma contribuição de 15 milhões de euros”, disse Angelo Sticchi Damiani, presidente do Automóvel Clube da Itália, acionista majoritário da companhia que administra o circuito.
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