23/09/18

Raikkonen confessa: passou 16 dias bêbado

“Confesso que bebi”, o título da autobiografia do humorista brasileiro Jaguar serviria à feição para a do piloto finlandês Kimi Raikkonen.  No livro, “O desconhecido Kimi Raikkonen”, autobiografia autorizada do piloto da Ferrari, lançado em agosto, na Finlândia, ele não esconde o gosto e o consumo de álcool. Em 2012, entre dois grandes prêmios, passou 16 dias bêbado.

A publicação, lançada em agosto, tornou-se um best seller entre seus compatriotas, com mais de 100 mil exemplares vendidos.  Conforme o jornal espanhol Mundo Deportivo, a publicação se afasta do retrato complacente e biográfico de um esportista, para explorar, sem complexos, os aspectos mais controversos da vida de Kimi. O livro foi escrito por Kari Hotakainen, que dividiu meses inteiros com Raikkonen, para traçar um perfil em que não se escondem histórias, festas e bastante álcool, algo que não parece constranger Kimi.

“Haverá quem goste e outras que não, para mim é igual”, diz Raikkonen, na apresentação. O livro está repleto de imagens familiares e repassa a trajetória esportiva do finlandês sem restrições, explicando, até, sua passagem pelo serviço militar, quando estendia as saídas para poder correr e voltava ao quartel bêbado, se tivesse festejado uma vitória.

Kimi Raikkonen não esconde seu lado mais festeiro; reconhece abertamente que consome álcool e nem oculta histórias escandalosas: em 2012, esteve bêbedo 16 dias seguidos entre o GP do Bahrein e o da Espanha, onde, apesar de tudo, subiu ao pódio.  Em outros capítulos, Kimi confessa que é disléxico; que desejaria desenhar um carro de passeio; que não atende telefone, por isso, seus amigos chamam diretamente sua mulher, e que uma vez foi detido num aeroporto por passar pela máquina de exame de bagagem, porque queria uma radiografia do seu corpo..