Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes reconhece que Lewis Hamilton tem o direito de ficar chateado por não poder participar da última etapa da classificação, novamente por causa de problemas na sua unidade de potência.
“Ele tem sido ótimo até agora, nesta temporada. Tem assimilados todos os golpes baixos com grande espírito. Está ficando difícil, mas não tenho dúvida de que ele vai sair dessa. Mas no momento, acho que ele tem todo o direito de ficar chateado. Eu desejava ver uma luta entre eles pela pole position, pois este é o nosso melhor fim de semana em termos de desempenho do carro. É um sentimento agridoce, pelo problema de Lewis e o desempenho de Nico”, afirmou Toto Wolff.
O dirigente disse não saber, até aquele momento, se Hamilton perderá mais posições, se partes da sua unidade de potencia tiverem que ser trocadas.
“Espero que não, mas. novamente, temos que discutir isso com a FIA. Espero que possamos fazer isso sem penalidades”, acrescentou.
Wolff diz que a Mercedes deve buscar a “causa raiz” da aparente volta do problema do MGU-H, que já arruinou a classificação de Hamilton na China.
“É uma situação muito bizarra, pois parece que tivemos a mesma falha que tivemos em Xangai. E precisamos avaliar a causa raiz dessa falha. É problema de motor que pode acontecer, mas é lamentável que aconteça com Lewis novamente. Ele parece ter todo o azar e o outro lado da garagem parece ter toda a sorte. Mas Nico merece”, concluiu Wolff.
O tricampeão mundial está, de fato, incomodado com a situação e diz que epsera explicações da equipe:
“Estou muito, muito curioso para saber o que está acontecendo, então eu pedi para eles me darem o máximo possível de detalhes. Fizemos 800 km num dia nos testes. O carro estava impecável e de repente, duas vezes seguidas, a mesma coisa. Isso não pode acontecer com a gente. Eles disseram que entenderam o que aconteceu na última corrida e eu pensei que tivessem aprendido com isso, mas obviamente não. Agora, temos que usar um outro motor e quem vai saber o que pode acontecer com esse? Obviamente, agora tenho apenas três para o resto do ano e eu posso ter outra pena, mais tarde, no ano, em algum momento. Mas eu vou fazer o melhor trabalho que puder.”
Sebastian Vettel afirmou que não está “de todo frustrado” pela série de problemas de confiabilidade do motor Ferrari e acha que pode fazer uma boa corrida na Rússia, mesmo largando da 7ª posição. O piloto alemão registrou o segundo melhor tempo, hoje, mas vai perder 5 posições, devido á troca da caixa de marchas, depois de ficar fora do segundo treino livre, por causa de problemas eletrônicos no seu SF16-H.
“Não estou de todo frustrado. Obviamente, não é bom quando essas coisas acontecem, porque não facilitam a sua vida, mas isso faz parte das corridas. Essas coisas podem acontecer, elas não acontecem de propósito. Não foram planejadas Nós já provamos o nosso ritmo de corrida este ano – é claro que não tive uma corrida adequadamente limpa ainda, mas talvez tenhamos amanhã. Nunca se sabe. É uma corrida longa, na qual muitas coisas podem acontecer. Temos que esperar e ver. Fomos beneficiados pelo que aconteceu com Lewis… Ele nos permitiu ser P2. Estamos um pouco mais perto do pole e vamos largar do lado limpo do grid. Acho que podemos ter uma boa corrida e ela deve ser bem emocionante”, afirmou, conformado, o piloto alemão.
Fernando Alonso, o 14º no grid e uma posição atrás do companheiro Jenson Button, vê progressos no comportamento dos carros da McLaren.
“Eu acho que temos sido mais competitivos neste fim de semana. Infelizmente, a fase de qualificação foi muito disputada e dois décimos significaram Q3 ou 14º e fomos 14º, infelizmente. Temos tido azar, mas espero que possamos recuperar posições e terminar nos pontos”, disse o espanhol.
Alonso está confiante numa boa exibição, mas também conta com a má sorte de outros concorrentes, para obter esses pontos:
“Vai depender da estratégia e nós vamos precisar de alguma ajuda dos outros. Na China estávamos competitivos, mas 22 carros terminaram a corrida, então vamos precisar de alguma ajuda amanhã. Eu acho que esta corrida vai nos ajudar a crescer e avançar”, acrescentou.
Carlos Sainz Jr., da Toro Rosso, ficou decepcionado por seu 11º lugar na classificação, dizendo que perdeu tempo atrás do russo Daniil Kvyat. Este estava na zona de eliminação e perto da bandeira quadriculada conseguiu uma última boa volta e tomou o lugar de Sainz Jr.
O espanhol, cuja volta de 1m37s652, na Q2, foi insuficiente para avançar, acredita que faria “37.3 ou 37.4”, se não tivesse perdido tempo atrás do piloto que iria eliminá-lo.
“Eu perdi dois ou três décimos nas últimas três curvas da pista. Honestamente, foi muito decepcionante, porque 37,3, 37,4 eram mais do que possíveis, olhando para o nosso ritmo”, lamentou Sainz. .
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