Mais um fim de semana de Formula-1, o quinto em seis semanas. Quem bom! E na semana que vem tem mais.
Agora estamos diante de uma corrida que vai acontecer na mesma pista de domingo passado. Mas pelo que as equipes mostraram hoje, todas estão encarando como um desafio totalmente diferente. Claro que os acontecimentos das últimas três voltas daquela corrida teriam mesmo que levar os engenheiros a buscar novas estratégias para essa pista historicamente cruel para os pneus. E, pra trazer ainda mais incertezas, tem aquela “pegadinha” que a Pirelli preparou ao definir tipos diferentes de pneus para os dois Gepês.
Por exemplo, o modelo macio deste fim de semana é um nível mais macio que o anterior. E o duro da semana passada não está disponível agora. O mais duro deste fim de semana é o pneu que foi usado como médio na semana passada. Ou seja, todos eles sujeitos a um desgaste maior ainda. As estratégias começaram a ser montadas “hoje” e serão definidas amanhã. Mas uma coisa já parece bem encaminhada. Pelo desgaste previsto nos pneus que são muito próximos dos supermacios, como eram chamados no ano passado, é quase certo que eles sejam muito pouco usados na corrida. As equipes maiores devem até esquecer deles. A não ser no caso de um Safety Car faltando poucas voltas para o final.
Amanhã, na hora da classificação, certamente os carros mais velozes tentarão garantir uma posição nas primeiras filas com os pneus médios, o amarelo. Exceto os que necessitarem do pneu vermelho para passar do Q1 para o Q2. A Pirelli já tem a sua análise dos treinos de hoje e quem mais voltas conseguiu com o pneu vermelho foi Nico Hulkenberg, que deu 14 voltas, seguido pelo companheiro Lance Strol, com 12. Mas entre os carros mais velozes, a Red Bull não passou de 9 voltas. E a Mercedes preferiu se limitar a 6 voltas. Portanto, elas dão pinta de que vão mesmo tentar largar com o amarelo médio e, provavelmente, fazer duas trocas. Na primeira ainda mantendo o amarelo para, depois, usar o branco, que é o mais duro, na parte final. Ou vice-versa. O branco primeiro, apostando em um Safety Car que reduza bastante o número de voltas. E depois o amarelo. Depende do decorrer da corrida. Depende de quantas vezes o Safety Car entrar na pista. O certo é que pra nós fica o trabalho de “adivinhação”. Mas os engenheiros têm à disposição deles computadores capazes de simular o resultado final em qualquer momento da corrida.É injusto com o comentarista, mas é assim que acontece. O que não deixa dúvida é que a Pirelli mexeu com a cabeça dos engenheiros. Dando para cada um deles uma carta fechada que só pode ser aberta na hora H. Vai que alguém tenha o coringa nas mãos.
Veja comentário de amanhã no Instagram e o de domingo no canal de Youtube AutoMotor. por Reginaldo Leme.
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