O jornal norte-americano New York Times, em sua edição de hoje, comenta que, com Nico Rosberg e Lewis Hamilton enfrentando problemas com seus carros, o GP do Canadá deu o primeiro sinal da vulnerabilidade da equipe Mercedes, que domina a atual temporada da Fórmula 1. O jornal diz que a história mostra que na Fórmula 1 o campeonato nunca pode ser dado como decidido, apesar do aparente domínio de uma equipe.E lembra que, em 2009, a Brawn ganhou as seis primeiras corridas, mas, no final, a Red Bull ganhou força e esteve perto de conquistar o título.
A força da Mercedes, analisa o NY Times, reside no sucesso de seu novo motor híbrido e muitos acham que nem a Renault nem a Ferrari seriam capazes de desenvolver tecnologia do motor com rapidez suficiente para superar a líder. Mas, ressalva o comentário, como a Mercedes mostrou que não está imune a problemas técnicos, a temporada está em aberto e cheia e possibilidades.
Toto Wolff, chefe da equipe Mercedes, parece confirmar as previsões do NY Times. Ele admitiu que os problemas surgidos no W05 no Canadá poderão se tornar comuns, se eles não forem capazes de descobrir as causas da misteriosa queda de potência dos carros de Hamilton e Rosberg.
“Nós tivemos, exatamente ao mesmo tempo, uma falha do sistema de controle da ERS, o NGU-K. Tivemos um pico de temperatura que não estava em nossas previsões e aconteceu tudo ao mesmo tempo”, confirmou Wolff ao site crash.net.
Ao jornal alemão Bild, Andy Cowell e Toto Wolff admitiram que houve um erro de telemetria, e antes que os engenheiros pudessem corrigir a subida da temperatura, o motor elétrico se desligou. Os dois pilotos tiveram, então, uma perda de 160 hp em relação aos adversários.
Rosberg reagiu mais rapidamente que Hamilton. Ele passou a usar um programa mais agressivo, para obter mais potência do motor, porque a energia hibrida originada da frenagem desapareceu completamente. Ao mesmo tempo, ajustou os botões do volante, aumentando a força da frenagem. “Eu tive que me acostumar como novos pontos de frenagem, porque a alimentação nas curvas era muito mais lenta”, explicou o piloto.
Hamilton não reagiu com tanta rapidez e sensibilidade, diz o Bild. Ele queimou os discos dos freios e teve de abandonar. Rosberg agiu mais com a cabeça, Hamilton mais com o pé, ironiza o jornal.
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