Em entrevista durante a festa de entrega de prêmios da FIA, na sexta-feira à noite, na Rússia, Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes sugeriu que a Fórmula 1 deveria pensar em cockpits fechados para seus carros.
“Temos que encontrar o equilíbrio entre a estética e a segurança. Pessoalmente, prefiro os cockpits fechados, como se fossem aviões de combate. As equipes, a FIA e os donos dos direitos comerciais devemos trabalhar juntos para encontrar novos elementos que sejam espetaculares e salvem vidas”, disse Wolff.
A sugestão foi feita incidentalmente, ao falar sobre o halo, que ele inicialmente reprovava e agora defende, embora não gostando da sua estética.
Wolff disse que mudou de opinião sobre o halo. Agora, é um ferrenho defensor e assegura que não se perdoaria se ocorresse alguma catástrofe e ele houvesse exercido seu poder de veto.
O austríaco disse no início de 2018 que não se impressionava com o sistema de segurança implantado pela FIA. Até brincou com a possibilidade de cortá-lo com uma serra.
Todavia, depois do documento apresentado pela FIA sobre o acidente entre Charles Leclerc e Fernando Alonso, no GP da Bélgica, Wolff, disse ter mudado sua mentalidade.
“Sim, mudei de opinião. Continuo não gostando de como esteticamente e espero que possamos encontrar alguma solução a respeito no futuro”, comentou o dirigente na festa de entrega de prêmios da FIA.
O chefe da Mercedes disse que não poderia se perdoar se nesse acidente houvesse ocorrido algo pior, depois de se confirmar que sem o halo, a viseira de Leclerc teria sido atingida.
“Charles me encanta. É jovem e um piloto emergente que merece em destaque. Não poderia me perdoar se tivesse votado contra o halo e houvesse ocorrido uma catástrofe potencialmente severa”
Wolff reconhece que a FIA estava certa:
“Apesar de não gostar esteticamente, ficou demonstrado ser uma grande iniciativa e tem-se que reconhecer os méritos. Estou contente por Jean Todt ter seguido com a proposta e não me dado a serra no começo da temporada”, brincou.
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