Max Verstappen e Lewis Hamilton se chocaram e tiveram que abandonar a pista na metade da corrida, jogando no colo de Daniel Ricciardo a vitória no Grande Prêmio da Itália, o 14º da atual temporada da Fórmula 1. Lando Norris, segundo colocado, completou a primeira dobradinha da McLaren, desde o GP do Canadá de 2010. Valtteri Bottas, da Mercedes, que largou da última posição, cruzou a bandeira quadriculada em 4º, ganhou o terceiro lugar do grid com punição sofrida por Sergio Perez, da Red Bull.
Essa foi a 8ª vitória da carreira de Ricciardo e a 1ª pela McLaren, que não ganhava um grande prêmio desde o Grande Prêmio do Brasil de 2012. Como sempre, o australiano comemorou a vitória com o tradicional costume do país dele de beber o champanhe na sapatilha. E obrigou Lando Norris e o chefe da equipe, Zak Brown a fazer o mesmo.
Verstappen e Hamilton colidiram na Variante Rettifilo, na 26ª das 53 voltas da corrida. Hamilton tinha acabado de sair dos boxes à frente de Verstappen, que tentou passar por fora, mas bateu na parte alta da zebra e voou sobre o carro do adversário. Toda a traseira do carro da Red Bull passou sobre a cabeça de Hamilton, que só não foi atingido pelo pneu traseiro direito graças à proteção do halo. Os dois carros foram parar na brita e depois do abandono os dois pilotos se culparam mutuamente pelo acidente, porém só Verstappen foi punido coma perda de três posições no GP da Rússia. O acidente fez parte de uma corrida emocionante, uma das mais disputadas da temporada, com várias disputas acirradas por posições.
A corrida se desenvolveu com dia ensolarado, com a pista emborrachada pelas corridas de categoria inferiores e com temperatura de 44 graus. O carro de Tsunoda, da AlphaTauri, foi retirado do grid e levado para a garagem e o piloto japonês nem largou. Pierre Gasly, também da AlphaTauri não foi para o grid, largou da pit lane, mas abandonou a corrida ainda na primeira volta. Só Hamilton e Kubica largaram de pneus duros; todos os outros começaram com médios.
Daniel Ricciardo começou a surpreender já na largada, quando ultrapassou Verstappen por dentro, ainda nos primeiros metros e assumiu a liderança. Hamilton passou por Norris, porém chocou-se com Verstappen na disputa do terceiro lugar e teve de voltar ao 4º lugar.
Ainda na primeira volta, um choque entre Giovinazzi e Sainz causou a imposição da segurança virtual até a volta 3, para a retirada de detritos deixados pelo carro da Alfa Romeo. Enquanto Ricciardo mantinha sem sobressaltos a liderança, Bottas seguia na escalada de recuperação, chegando à zona de pontuação já na volta 13, depois de tomar a posição de Latifi. Na volta 18 ele passou por Alonso, para ser o 9ª colocado.
Ricciardo parou na volta 23 para trocar os pneus médios pelos duros e voltou na 7ª posição. Verstappen, que assumiu momentaneamente a liderança, parou na volta seguinte e prejudicado por uma parada demorada de 11s1 segundos da equipe campeã de pit stop, ele voltou na 10ª posição. Ainda nessa volta 24, Hamilton passou por Norris e passou a liderar a corrida. Essa situação não durou mais de uma volta, pois na 25ª ocorreu o choque que mudou todo o panorama da corrida. Hamilton também teve uma parada demorada para colocar pneus médios, permitindo a aproximação e a tentativa de ultrapassagem de Verstappen, que acabou com a corrida dos dois.
O acidente provocou a entrada do carro de segurança até a volta 30 e recomeçou com Ricciardo em 1º, seguido de Charles Leclerc, Lando Norris, Sergio Perez, Carlos Sainz e Valtteri Bottas. Na volta 31, Leclerc resistiu à primeira tentativa de ultrapassagem de Norris, mas teve de ceder na segunda. Na volta 32, Bottas passou por Sainz, para ser 5º, e Perez por Leclerc, para ocupar a 3ª posição. Na volta 34, Bottas tomou o 4º lugar de Leclerc, que se recuperou, mas teve de devolver a posição, por ter passado por fora da pista.
Na volta 38, a direção da prova anunciou a punição de 5 segundos a Perez, por tirado vantagem de uma saída da pista, mas ele não parou para cumprir a pena e deu um x em Bottas, na Variante dela Roggia.
Nas 10 últimas voltas, Ricciardo e Norris mantiveram sem sustos as duas primeiras colocações e Bottas, já sabendo da punição a Perez deixou de pressionar o mexicano. Na última volta, Ricciardo acrescentou um ponto aos seus 25, com a volta mais rápida, 1m24s812.
A classificação final do GP da Itália ficou assim:
| Posição | Piloto | Equipe | Tempo |
| 1º | Daniel Ricciardo | McLaren | 1h21m54s365 |
| 2º | Lando Norris | McLaren | a 1s747 |
| 3º | Valtteri Bottas | Mercedes | 4s921 |
| 4º | Charles Leclerc | Ferrari | 7s309 |
| 5º | Sergio Perez | Red Bull | 8s723 |
| 6º | Carlos Sainz | Ferrari | 10s535 |
| 7º | Lance Stroll | Aston Martin | 15s894 |
| 8º | Fernando Alonso | Alpine | 17s701 |
| 9º | George Russell | William s | 18s742 |
| 10º | Esteban Ocon | Alpine | 20s868 |
| 11º | Nicholas Latifi | Williams | 23s743 |
| 12º | Sebastian Vettel | Aston Martin | 24s621 |
| 13º | Antonio Giovinazzi | Alfa Romeo | 23s743 |
| 14º | Robert Kubica | Alfa Romeo | 29s769 |
| 15º | Mick Schumacher | Haas | 51s088 |
| Não completaram | |||
| Nikita Mazepin | Haas | 41 – motor | |
| Lewis Hamilton | Mercedes | 26 – colisão | |
| Max Verstappen | Red Bull | 26-colisão | |
| Pierre Gasly | AlphaTauri | 3 | |
| Não largou | |||
| Yuki Tsunoda | AlphaTauri | ||
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