Depois de Sérgio Marchionne, que pediu ao atual administrador da F1 que planeje o futuro da categoria para quando ele sair, também Ron Dennis começa a falar na substituição de Bernie Ecclestone na direção da Fórmula 1. E o dono da McLaren sugere que o substituto seja alguém fora do grupo de atuais chefes de equipe, alguém “imparcial”.
Embora vários desses dirigentes, entre eles Christian Horner, da Red Bull, venham sendo indicados para o cargo, Dennis considera que, para o esporte, seria melhor alguém que não tenha interesses investidos em uma equipe.
Quando perguntado se aceitaria convite para ocupar o cargo, Dennis disse ao Motorsport.com:
“Não penso que seja bom ver velhos membros de equipes de corrida cruzarem essa linha. Não me parece direito e ele não se sentiria bem. Por essa razão, penso que não seria uma ideia especialmente boa. Penso que a imparcialidade é algo difícil de conseguir, mas isso deve se aplicar à FIA ou a FOM. Portanto, eu ficaria lisonjeado, se fosse convidado. Duvido que me convidem, mas recusaria. Estou com minhas vistas muito firmemente voltas para várias coisas que quero fazer na última fase de minha carreira de negócios”.
Como se sabe, Bernie Ecclestone, ou o “Senhor E” como é chamado nos bastidores, é considerado o criador da moderna Fórmula 1, administra a categoria há anos e continua a fazê-lo com regularidade surpreendente. Embora recentemente, o seu trabalho tem sido foco de controvérsia, ele parece não ter intenção de renunciar e ceder o papel principal no circo da F1. Porém, como ele não vai durar para sempre e neste ano chega aos 86 anos, os rumores sobre a sua substituição vão se tornando cada vez mais frequentes. Ron Dennis ajudou a alimentar esses discursos com as declarações ao Motosport.com.
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