25/01/16

Pilotos querem cockpit fechado e melhores pneus em 2017

Os pilotos da Fórmula 1 estão pressionando para o aumento da proteção da cabeça no cockpit e pneus com melhores desempenhos para 2017. Segundo reportagem publicada pela BBC, o presidente da Associação dos Pilotos de Grandes Prêmios, Alexander Wurz, disse que os pilotos concordaram unanimemente em exigir a rápida introdução para a proteção da cabeça.  O austríaco acrescentou que os pilotos também concordaram em “ajudar a Pirelli na construção de um pneu de corrida de máximo ataque”. Os pilotos não gostam dos pneus existentes, com os quais, raramente podem pisar fundo, mas estão proibidos de comentar isso publicamente.

A FIA vem há alguns anos buscando formas de proteger a cabeça dos pilotos, mas a questão ganhou força depois de uma série de morte no automobilismo. Em julho do ano passado, o ex-piloto Jules Bianchi morreu como resultado de ferimentos graves na cabeça sofridos dez meses antes em acidente no circuito japonês de Suzuka. Apensas um mês depois, o ex-piloto de F1, Justin Wilson morreu após ser atingido por estilhaços durante uma corrida da Indy.

Várias ideias foram testadas no ano passado e Wurz, em entrevista exclusiva à BBC Sport disse que a GPDA sente que, agora, a F1 está numa posição em que um projeto específico poderia ser adotado. Os pilotos apoiam um dispositivo conhecido como “Halo”, que envolve dois braços curvos que se estendem para frente, a partir da parte de trás do cockpit, arqueando-se para se reunir na frente, onde um esteio vertical apoia a estrutura e dá proteção contra o voo de entulhos.

“A pesquisa dos especialistas da FIA foi muito completa e o processo apresentou uma solução clara. Agora, os pilotos sentem que é hora de implementar a proteção extra, o mais tardar em 2017”, disse Wurz.

A ideia será discutida em uma reunião de líderes técnicos da F1 na sexta-feira, quando a FIA espera fazer progressos sobre uma série de mudanças de regras destinadas a tornar os carros mais rápidos e mais dramáticos para 2017.

Wurz disse: “Obviamente mudanças estruturais são necessárias para o chassi, mas, com quase um ano de prazo, não vejo qualquer técnico falando contra tais significativas melhorias de segurança, especialmente tendo em conta os últimos grandes acidentes em corridas de monopostos envolvendo ferimentos na cabeça. Então todos os pilotos, e eu, esperamos que aprovar a proteção de cabeça adicional será uma formalidade”.

Ainda conforme a BBC, os pneus da Pirelli têm causado controvérsia desde que a empresa entrou na F1, em 2011, com a missão de fornecer borracha mais frágil, para promover mais pit stops. Wurz, falando em nome dos pilotos, tenta persuadir o chefe da F1, Bernie Ecclestone a mudar a filosofia do esporte trocando os pneus que precisam de administração, por outros que com os quais os pilotos possam voltar a correr com o pé embaixo ao longo de uma corrida.

Wurz disse que a GPDA chegou a um acordo unânime sobre o que os pilotos querem dos pneus. Os detalhes do acordo, disse ele, “permanecem privadas e confidenciais” até os pilotos terem a oportunidade de discutir com a Pirelli os seus preparativos para as regras de 2017, que impõem cargas significativamente mais elevadas aos pneus.

Mas ele acrescentou que os pilotos querem um pneu que “lhes permita empurrar e extrair novamente todo o possível desses carros de corrida extraordinários, porque isso é o que é a F1, o auge do automobilismo que todos nós amamos”. Wurz disse ainda: “Os pilotos querem sublinhar de forma clara que gostariam que a Pirelli produzisse um pneu mais rápido nas curvas, bem como mais seguros. Se conseguirmos pneus aderentes, teremos pilotos felizes, e os pilotos felizes significam desempenho autêntico e honesto, mensagem pura para o produto e dirigindo os carros no máximo. Isso é o que queremos e, de acordo com a pesquisa que fizemos no ano passado, o que todos os fãs esperam.”