Paddy Lowe, atual diretor técnico da Williams, que já passou pela Mercedes, acredita que sua ex-equipe continuará a dominar a Fórmula 1 e vai ser muito difícil superá-la. Lowe, que conhece muito bem a maneira de trabalhar da Mercedes, por seus anos de trabalho lá, entre 2013 e 2016, indagado sobre se acreditava que o fim do domínio do time alemão estaria se aproximando, respondeu:
“É sempre muito difícil manter a motivação para continuar ganhando, quando você entra nesse ciclo. Esse é um problema que enfrentamos quando eu estava lá, mas acho que eles têm a abordagem certa para isso, então acho que será difícil vencê-los. Nós vimos isso novamente este ano, que foi uma competição entre duas equipes e dois pilotos e os melhores venceram então a Mercedes é uma grande equipe, eu sei como eles são bons. É difícil alguém batê-los.”
Lowe acredita que a Mercedes será capaz de enfrentar sem problemas o desafio de possíveis mudanças em seu pessoal, diante da possibilidade de que membros-chave da equipe desejam novos desafios no futuro.
“Uma boa equipe faz um bom trabalho em manter seu staff e isso faz parte do desafio, porque os membros da equipe sempre querem crescer e se desenvolver, então você não pode ter uma organização estática. Mas vimos que nos últimos seis meses eles fizeram algumas mudanças e alguma evolução na liderança e essas são as coisas que você deve fazer para continuar, para que todos possam progredir e avançar.”
O jornal espanhol Marca confirma as palavras de Paddy Lowe numa extensa reportagem sobre o poderio da Mercedes que, segundo o jornal, já não tem lugar na garagem para tanto carro vencedor.
Dia o jornal:
“O seu domínio na era híbrida é esmagador. Lewis Hamilton, com quatro títulos, e Nico Rosberg, com o campeonato alcançado em 2016, venceram os cinco últimos campeonatos mundiais de F1. (…) O W09 já está na garagem com os outros quatro carros vencedores, e a Mercedes se tornou o time dominante na era moderna. A Ferrari está tentando destronar a equipe liderada por Toto Wolff, mas por enquanto não conseguiu.
Os números que a Mercedes alcançou nos últimos anos são históricos. Ganhou sete campeonatos de pilotos (1954, 1955, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018) ao longo de suas 11 temporadas como construtor. Obteve 86 vitórias em 188 grandes prêmios disputados. Eles têm cinco campeonatos consecutivos de construtores (2014, 2015, 2016, 2017, 2018) e alcançaram a bela quantidade de 100 poles.
Além disso, somam 178 pódios, 44 dobradinhas, 66 voltas rápidas e um total de 4.338 pontos, daí a chuva de elogios à equipe alemã. O diretor esportivo da F1 e ex-Mercedes, Ross Brawn, enfatizou: .. “Só se pode ter palavras de elogio para esta equipe. A Mercedes varreu seus rivais no campeonato durante a ‘era híbrida’. Eles sabiam que eles não podiam descansar sobre os louros. é fácil para relaxar quando você ganha tantos anos seguidos, mas isso não funciona. A cada ano você tem que começar do zero, sabendo que o adversário vai melhorar, esta é a mentalidade que levou Mercedes para o sucesso”.
Outra coisa que se destaca é a inconformidade da Mercedes. Hamilton é o exemplo disso. O pentacampeão quer mais. Ele sabe que Ferrari e Red Bull vão, novamente, criar dificuldades em 2019, mas ainda acredita que a Mercedes pode estender seu ciclo de vencedora:
“Eu acho que esta equipe pode fazê-lo novamente. Acho que nós temos a capacidade e há uma oportunidade. Só depende. de quanto vamos trabalhar a partir de agora até o início da temporada. Há que imaginar que a oposição irá levantar a barra, a Red Bull vai levantar a barra com as mudanças dentro de sua equipe. Portanto, temos de dar um passo adiante”.
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