08/05/16

O aumento do limite de combustível divide opiniões na F1

A decisão da FIA de aumentar de 100 para 105 kg o limite de combustível nas corridas divide opiniões na Fórmula 1. Toto Wolff revelou que a Mercedes, Williams, Force India e Manor votaram contra a medida.

O limite foi aumentado porque  os carros do ano que vem serão mais rápidos e mais pesados, com asas e pneus mais largos, e, por isso, vão consumir mais combustível. O aumento é uma tentativa de reduzir a necessidade de as equipes serem obrigadas a fazer economia em determinados circuitos.

Claire Williams disse, na reunião que discutiu o assunto, que o mundo inteiro está buscando a redução das emissões de gases poluentes e perguntou se, nessas circunstâncias, as equipes deveriam votar pelo aumento do limite

“Se o esporte precisar, é justo que se faça, mas como um princípio, decidimos dizer não. Sabíamos, antes, que seriam só quatro votos contra e que seria um caso perdido”, afirmou a vice-presidente da Williams.

Otmar Szafnauer, chefe de operações da Force India, acredita que é preciso haver um esforço para reduzir o volume de combustível utilizado nas corridas. Ele lembra que as unidades de potência híbridas foram introduzidas com objetivo – ou a intenção – de reduzir o volume de combustível e, se o limite de permanecer o mesmo ainda poderá ser reduzido ao longo do tempo.

Também na discussão sobre as novas regras para 2017, Eric Boullier nega que as mudanças possam prejudicar a F1 e defende que, ao contrário, vão melhorar as ultrapassagens, embora  Nico Rosberg e Lewis Hamilton considerem que, com mais downforce, vá ser mais difícil seguir o carro da frente e ultrapassar. Toto Wolff e Pat Symonds, também não são fãs da direção da Fórmula 1 está tomando, com o último temendo que o esporte possa  se tornar “significativamente pior”.

Mas Eric Boullier discorda.

“Eu, realmente, não concordo com os comentários de meus concorrentes. O regulamento foi elaborado de uma forma para que o carro gere mais downforce dos pneus mecanicamente, o que não deve influir no números de ultrapassagens.  Além disso, a influência da asa dianteira será menor, pois o assoalho e o difusor irão gerar mais pressão aerodinâmica, permitindo mais ultrapassagens.  Tudo isso faz com que os carros tenham 5 por cento mais de manobras para  ultrapassagens”, diz o chefe de equipe da McLaren.