O Banco do Brasil não renovou contrato coma Sauber, Felipe Nasr ficou sem patrocínio e o Brasil poderá ficar fora da temporada da Fórmula de 2016. A informação foi divulgada hoje, pelo jornal Folha de S. Paulo e acrescenta que o empresário do piloto continua em negociação com a equipe suíça e a Manor, as únicas que ainda têm vagas para o ano que vem.
Com base na reportagem assinada por Daniel Médici e Paulo Passos, o portal Uol publica o seguinte texto:
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Felipe Nasr dificilmente estará na F-1 em 2017. O principal patrocinador do brasileiro, o Banco do Brasil, já definiu que não renovará o contrato com a equipe suíça e nem vai investir em outra escuderia para garantir a permanecia do piloto brasileiro na categoria.
A estatal gasta cerca de R$ 50 milhões por ano com a equipe suíça. No acordo, exige a permanência do piloto brasileiro, o que aconteceu nas últimas duas temporadas, em 2015 e 2016.
O banco até estudou uma renovação do contrato, mas com diminuição dos valores e espaço de exposição da marca. A ideia era dividir o pacote para manter Nasr na Sauber com apoio de outras estatais.
A Folha apurou que Petrobras foi procurada. Em crise e reduzindo investimentos, a empresa não se interessou pelo negócio. A assessoria de imprensa da estatal informou que não “que houve negociações relativas a patrocínio” para manter o piloot na F1.
Além do patrocínio à Sauber, o Banco do Brasil tem contrato com Nasr até 2019. O primeiro acordo de parceria foi em 2011. Três anos depois, surgiu o projeto de financiar a sua ida para a F1. Na época, o banco tinha um projeto de internacionalização da marca, que foi revisto pela atual diretoria. A avaliação da nova gestão da estatal é que o investimento não é mais prioritário.
Para manter Nasr na F-1, o banco gasta valor semelhante ao investido no vôlei, um dos esportes com maior retorno de visibilidade e que mesmo assim teve redução na cota de patrocínio para a confederação nacional para 2017.
Em agosto, Nasr esteve reunido com o presidente da República, Michel Temer. Na quinta (10), três dias antes do GP Brasil, Temer esteve com Bernie Ecclestone, CEO da F-1. A Folha apurou que a situação do piloto brasileiro não foi tema da reunião, que teve como pauta a manutenção da etapa de F-1 do Brasil.
Além da Sauber, apenas a Manor ainda não anunciou sua dupla para 2017. Ambas as equipes dizem considerar o brasileiro para ocupar uma das vagas. Marcus Ericsson, Pascal Wehrlein, Rio Haryanto e Esteban Gutiérrez também disputam um cockpit para a próxima temporada.
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O portal do GloboEsporte publica nota do Banco do Brasil justificando a decisão:
“O Banco do Brasil informa que condicionou a renovação do contrato de patrocínio à escuderia Sauber na F1 à entrada de outros patrocinadores, públicos ou privados, reduzindo o valor investido pelo Banco no projeto de marketing. O Banco do Brasil reconhece o talento do piloto Felipe Nasr, orgulha-se por ser o patrocinador responsável por seu ingresso na F1, mas, por restrições orçamentárias e estratégias de marketing, entende como necessário rever seu investimento na categoria neste momento”.
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