Mais três equipes, Mercedes, McLaren e Haas, apresentaram seus carros para a temporada de 2016 da Fómrula1. Antes, já haviam mostrado seus novos modelos a Ferrari,e Williams. A Renault e a Sauber, até agora, só mostraram a sua nova pintura e a Manor, Toro Rosso e Force India só devem ir à pista amanhã, quando começam os primeiros treinos da pré-temporada, no circuito de Montmeló, em Barcelona.
*A Mercedes diz que, embora por fora o carro pareça o mesmo do ano passado, por dentro o W07 tem uma série de “minirrevoluções”. Apesar dessas informações da fábrica. Técnicos do site Autosport notaram pelo menos 15 mudanças no carro em relação ao w06. Entre estas, se destacam: o braço da direção colocado em linha com o triangulo inferior, criando menos bloqueio, aumentando a área dos dois componentes e permitindo o fluxo do ar em conjunto. Um entalhe na carroceria muda a maneira como o fluxo de ar se move em torno do sidpod. As saídas de refrigeração do sidepod foram reduzidas, o que significa que estejam esperando um aumento da potência. O rebaixamento traseiro é muito mais pronunciado, maximixando o fluxo de ar na traseira, na região que chamam de “garrafa de coca”. Assim como a maioria dos outros carros o W07 terá duplo wastegate ao lado do escapamento.
O chefe técnico Paddy Lowe disse que a prioridade tem sido identificar as áreas que estavam mais fracas e melhorá-las. “Havia um monte de coisas que precisava melhorar para 2016″, ele admitiu. Lowe lembrou as corridas de Mercedes não ganhou no ano passado – em particular em Cingapura, onde sofreram um fim de semana bizarramente não competitivo – como motivação para dar um passo adiante com o carro.
“Enquanto o carro pode parecer muito semelhante ao seu antecessor por fora, por baixo há um monte de minirrevoluções que compõem uma evolução global para a nova temporada”, disse o diretor-executivo Mercedes.
As maiores mudanças estruturais da foram feitas no chassi, onde foi levantada a área de proteção em torno do piloto por 20 milímetros e aumentada a carga de teste de impacto lateral de 15 kN para 50kN.
O chefe de motores da Mercedes, Andy Cowell, disse que a empresa deu um “bom passo” no desempenho durante o inverno. Ele disse que com a decisão do Conselho de Administração da FIA de afrouxar as restrições ao desenvolvimento de motores a partir do ano passado. A Mercedes “não teve que restringir qualquer da nossa atividade de desenvolvimento para uma área específica”.
Ele acrescentou: “Qualquer coisa que poderia render uma melhoria da eficiência decente – e, portanto, uma melhoria de desempenho decente – tem sido explorada e estamos agora trabalhando para garantir que o pacote é suficientemente durável no tempo para Melbourne.”.
Cowell esclarece que para obter o desempenho desta nova geração de unidades de energia, é preciso perseguir a eficiência. Tanto a eficiência de combustão e eficiência nas várias etapas de transição de energia – ou seja, MGU-H, MGU-K, turbocompressor, eletrônica e baterias. ”Estamos trabalhando constantemente em cada peça do quebra-cabeça, para melhorar o desempenho no eixo de manivela, também buscando assegurar que não tenham qualquer um dos problemas do no ano passado com a confiabilidade”.
Cowell também sublinhou o seu espanto com as realizações de engenharia obtidos desde a introdução do motor híbrido em 2014: “Essas unidades de potência são realmente incríveis feitos da engenharia. Nós, agora, está rodando com mais de 47% de eficiência térmica e histórica produção máxima de potência. E com um ICE consumindo combustível a uma taxa de apenas 100 kg/hr. Os antigos motores naturalmente aspirados atingiam um pico de 29% de eficiência térmica durante a era V8. Reduzir à metade a taxa de fluxo de combustível para a mesma quantidade de energia é bastante coisa!”.
*A McLaren descreveu seu novo carro como “inovador” e está otomista com as várias alterações feitas no motor RA616H, desenvolvido exclusivamente para a equipe pela Honda. O MP4-31 mantém a filosofia do “tamanho zero” e o nariz é mais curto do que o do ano passado.
Segundo informações da equipe, apesar da continuidade nas normas técnicas de Fórmula 1, foi possível fortalecer e amadurecer muitos dos conceitos de design desenvolvidas no ano passado no McLaren-Honda MP4-30. O novo carro também incorpora um número significativo de inovações e o resultado é um equilíbrio de soluções aerodinâmicas extremamente elegantes, com uma integração altamente eficiente de espaço para a nova unidade de potência.
A asa dianteira também ainda é a da o fim da temporada do ano passado. O braço traseiro do triângulo superior é muito inclinado para baixo e é muito perto do fundo: a intenção dos técnicos é usar os elementos estruturais de efeitos aerodinâmicos da suspensão e empurrar o ar para baixo para direcioná-lo para o difusor traseiro, que pode gerar cargas aerodinâmicas sem resistência ao avanço. A suspensão traseira, no sistema push-rod, voltou a um design clássico após as experiências fracassadas dos últimos anos. O carro tem a dupla saída de escapamento, solução adotada por todas as outras equipes, menos Renault.
Eric Boullier diz que a McLaren-Honda vem trabalhando de pé embaixo fora da temporada para manter o “agressivo” ritmo de desenvolvimento que resultou no “inovador” MP4-31. No mês passado, a equipe revelou que teve que sacrificar a sua pausa de Natal para cumprir o cronograma de construção mais apertado na sequência de uma mudança do calendário de 2016, antecipando em duas semanas a abertura da temporada, com o GP da Austrália.
“Primeiro de tudo, devemos reconhecer o trabalho muito árduo realizado ao longo dos últimos meses por todos em Woking, Sakura e Milton Keynes,” disse o diretor de corrida McLaren. “Os caras têm demonstrado dedicação intensa ao longo do período de inverno, e o resultado é que eles mantiveram com sucesso nossos programas agressivos de construção e desenvolvimento do cronograma”.
“Como tal, todos os membros da nossa equipe são um crédito para a McLaren-Honda, e, consequentemente, estamos incrivelmente gratos a todos os envolvidos no desenvolvimento do MP4-31.”
“Mas nós nunca estamos satisfeitos, por isso que continuamos a fortalecer a nossa equipe de engenharia nas últimas semanas e meses, e estamos confiantes de que as mudanças que fizemos irão melhorar e acelerar nosso progresso no desenvolvimento do carro”.
*A Haas, a primeira equipe a entrar para a F1 em seis anos e a primeira norte-americana a participar da F1, desde 1986, também mostrou neste domingo o seu VF-16 (Very First – o primeiríssimo), que será dirigido por Romain Grosjean e Esteban Gutierrez. O carro tem um chassi esbelto, na cores. Preto, vermelho e cinza produzido pela fábrica italiana Dallara.
Depois de mais de dois anos de desenvolvimento intensivo em preparação para sua temporada de estreia, o VF-16, com motor Ferrari, foi chamado o ” Very First One”, com grandes expectativas daqueles que conceberam.
“Do ponto de vista internacional, a Fórmula 1 é o mais alto escalão das corridas, e a Haas Automation constrói as máquinas e ferramentas da mais alta qualidade. Quando você ouve ‘F1’, você sabe exatamente o que é. Uma série de corridas que mostra a mais recente tecnologia e atrai os melhores talentos em engenharia e design. A Haas Automation tem uma excelente reputação nos Estados Unidos e quero que a reputação cresça em todo o mundo. Ligar a Haas Automation com a F1 no nome e na prática é a melhor maneira de fazer crescer o nosso negócio e elevar a Haas Automation a marca global”, afirma Gene Haas, dono da escuderia.
O primeiro carro da equipe completou uma volta de instalação no sábado, no Circuito da Catalunha. Foi capaz de completar a corrida como parte de seu “evento promocional” de apresentação. A volta de instalação foi confirmada por Gene Haas: “Nós fomos bem. O carro saiu e fez uma volta shakedown, e foi tudo bem”.
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