20/12/18

Londres e cidade da Dinamarca poderão ter GPs da F1

A periferia de Londres e uma cidade da Dinamarca, que não seria a capital Copenhague, poderão ser admitidas no calendário da Fórmula 1 em futuro próximo. No caso inglês, o novo GP não substituiria o de Silverstone que, apesar das dificuldades, seria mantido. Na Dinamarca, há um movimento para a promoção da corrida fora da capital, depois de ter fracassado tentativa de realizá-la em Copenhague.

Ross Brawn, diretor esportivo da Liberty Media,diz que um GP no centro de Londres seria “inaceitável”, mas seus chefes estão interessados em uma corrida “na periferia” da capital britânica.

Os comentários de Brawn ao Evening Standard foram feitos em meio aos relatos de que Silverstone, tradicional sede do GP da Inglaterra, fez uma nova proposta para permanecer no calendário após 2019.

“Não creio que os londrinos realmente precisam se preocupar com nossa invasão do centro de Londres por uma semana”, declarou ele. “Porém, há coisas na periferia que estão sendo exploradas – não exatamente no centro de Londres, mas na área de Londres”.

Brawn minimizou os temores de que a Liberty Media está tentando substituir Silverstone. “Nós gostaríamos de ver Londres complementar Silverstone, não substituir. Poderíamos analisar maneiras de fazer”, contemporizou.

A Dinamarca viveu a expectativa de receber uma corrida da F1 nos últimos anos, mas os planos foram formalmente encerrados com o fechamento, no fim do mês passado, da empresa criada para promover a prova.  O projeto, que gastou vários milhões de coroas dinamarquesas em pesquisas e planejamento, foi liderado pelo ex-ministro do governo Helge Sander.

Ele ganhou apoio de nomes como o ministro da indústria do país, Brian Mikkelsen, que disse que parecia “cada vez mais realista”, e Lars Seier Christensen, o fundador do ex-patrocinador da Lotus, Saxo Bank.

Reuniões com chefes da F1 foram consideradas positivas, mas o projeto sofreu um grande impacto, em setembro, quando o prefeito de Copenhague descartou a ideia, porque a cidade não estava disposta a financiar a corrida.

De acordo com a agência de notícias dinamarquesa Ritzau e a edição nacional do The Local, Sander disse que ainda há interesse nacional em uma corrida da F1, mas teria que ser em outro lugar.

“A vibração positiva em torno da Fórmula 1 naturalmente fez com que outros municípios reagissem. Se um projeto suficientemente interessante surgir em outro lugar na Dinamarca, ele deveria naturalmente ser tentado, desde que as condições práticas, sustentáveis ​​e econômicas relevantes sejam cumpridas. Tivemos que aceitar o choque do anúncio do prefeito, mas temos que aceitar que neste momento não é possível organizar uma corrida de Fórmula 1 em Copenhague, apesar de eu ter recebido mensagens positivas quase diariamente desde o anúncio.”

Falando à F1 Racing no ano passado em uma reportagem sobre os planos para o evento, o piloto da Haas, Kevin Magnussen, disse que uma corrida em casa nunca lhe pareceu uma realidade.

“Ninguém na Dinamarca jamais teria acreditado que algo assim poderia acontecer”, disse ele no final de 2017. Não é como se finalmente tivéssemos algo que desejássemos, porque ninguém até tomou conhecimento disso até recentemente.”

O pai de Kevin Magnussen, o ex-piloto Jan Magnussen, chegou a participar da feitura de um leiaute da pista no centro de Copenhague (foto), feito pelo designer alemão Herman Tilke.