O jornal italiano La Gazzetta dello Sport publica hoje que imagens captadas pela câmera do carro de Sebastian Vettel, que ia logo atrás, mostram que momentos antes de acidente em Barcelona, no dia 22, o carro de Fernando Alonso seguiu desgovernado em direção ao muro, sem que o piloto reagisse para evitar o choque. As imagens indicariam que Alonso teria perdido a consciência por algum problema físico ou depois de levar um choque ao tocar ou ser tocado por um cabo da bateria que passa por trás do banco do piloto. O jornal sugere que a FIA requisite o vídeo da Ferrari para esclarecer de vez as circunstâncias do acidente que tirou o piloto espanhol do primeiro GP do ano, na Austrália, no dia 15. Com base na telemetria da McLaren, a FIA descartou a hipótese de choque elétrico.
As imagens, diz a Gazzetta, indicam que Alonso chegou a frear e iniciar o movimento para fazer a curva 3, porém três segundos antes de bater no muro deixou de frear e bateu a 105 km/h. Ainda segundo o jornal, a gravação confirma a versão de Vettel de que Alonso ia em velocidade relativamente baixa, cerca de 150 km/h, foi para a direita e bateu no muro. “Foi estranho”, disse o piloto alemão. A versão de Vettel contraria a da McLaren de que Alonso teria perdido o controle do carro por causa de uma forte rajada de vento. Mas Ron Dennis admitiu que “não tinha certeza de que Alonso estaria consciente antes do acidente”.
Na Inglaterra, o jornal Daily Mirror, diz que, com base na informação de uma testemunha que viu as imagens da Ferrari, médicos e investigadores do acidente não excluem a possibilidade de Alonso ter mesmo desmaiado e “crescem os rumores de que Alonso talvez não possa voltar a dirigir”.
Na Espanha, porém, o jornal Marca garante que Alonso só não vai à Austrália para não assumir riscos de um segundo impacto e evitar uma viagem de 20 horas para ir e 20 horas para voltar. O piloto segue a recomendação para descansar durante um mês e “está impecável em cada um dos testes realizados”. Aos poucos, já retomou a atividade física, com corrida continua por períodos curtos e exercícios na bicicleta ergométrica. Ele gostaria de ir para a rua, diz o Marca, mas em fevereiro não houve mais do que seis horas de sol na Astúrias. E é complicado correr ou andar de bicicleta, sob risco de um resfriado ou uma queda no chão deslizante.
O site da revista Omnicorse informa que Alonso está usando um aparelho na boca para proteger a mandíbula, porque problemas nessa área muitas vezes são associados a problemas na cabeça e no pescoço.
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